quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

VOTOS DE ANO NOVO

FAÇO VOTOS QUE NO ANO NOVO QUE VIRÁ, POSSAMOS FAZER AS PAZES.
POSSAMOS NOS OLHAR DE NOVO COM TERNURA E CONVERSARMOS COM GENTILEZA.
FAÇO VOTOS QUE POSSAMOS ORAR, PARA QUALQUER CRENÇA QUE SEJA, JUNTAS, E QUE JUNTAS POSSAMOS RIR DE PIADAS, FAZER AULAS DE DANÇA, IRMOS NA PRAIA.
FAÇO VOTOS QUE NEM EU NEM VOCÊ FIQUEMOS DOENTES, MAS SE EU FICAR, QUE VOCÊ ME DÊ SUA GEMADA.
E QUE A GENTE POSSA CONCORDAR MAIS DO QUE DISCORDAR DAS COISAS.
QUE POSSA HAVER MAIS ACEITAÇÃO, MAIS COMPREENSÃO, MENOS INTOLERÂNCIA.
QUE POSSA TER MAIS SUSSURROS E MENOS GRITOS.
FAÇO VOTOS PARA QUE A GENTE COZINHE MAIS EM CASA, E POSSAMOS FAZER BOLO E CARNE ASSADA.
QUE VIAJEMOS MAIS PARA LUGARES QUE AINDA NÃO FOMOS.
FAÇO VOTOS QUE EU NÃO PRECISE VOTAR ANO QUE VEM. NEM PRA PREFEITO OU GOVERNADOR, OU SÍNDICO DO PRÉDIO. ESTOU CANSADA DE TANTA POLÍTICA. MAS SERIA MUITO BOM AGIRMOS POLITICAMENTE UMA COM A OUTRA.
FAÇO VOTOS DE ME CURAR. CURAR ESSE AMOR E ÓDIO DOENTIO QUE NOS SUFOCA, QUE POSSAMOS SER DE NOVO FELIZES.
QUE VOCÊ TENHA ORGULHO DE MIM, QUE EU TENHA ORGULHO DE MIM. QUE EU POSSA OUVIR DA SUA BOCA ALGUMAS VEZES UM SINCERO "PARABÉNS".
FAÇO VOTOS QUE EU NÃO SINTA MAIS DOR NA COLUNA E QUE EU CONSIGA IR NO DENTISTA.
QUE EU POSSA CONVERSAR MAIS CONTIGO SOBRE ESSAS COISAS E QUE QUANDO EU CHEGUE EM CASA DE NOITE, VOCÊ ME DÊ MAIS ATENÇÃO DO DÁ PARA SEU COMPUTADOR.
QUE VOCÊ POSSA LEMBRAR DE ME DAR MAIS ABRAÇOS. PELO MENOS UM POR MÊS. APERTADOS E CARINHOSOS.
QUE VOCÊ NÃO ME FAÇA CHORAR MAIS. SÓ UM POUCO TALVEZ, PRA QUE EU JAMAIS ESQUEÇA COMO A VIDA NÃO É FÁCIL.
FAÇO VOTOS PARA ESCREVER OUTRA PEÇA DE TEATRO. QUE DESSA VEZ VOCÊ VÁ ASSISTIR SEM RECLAMAR, QUE POSSAMOS IR JUNTAS MAIS AO TEATRO.
FAÇO VOTOS DE NUNCA MAIS OUVIR DA SUA BOCA QUE NÃO SOU SUA FILHA, OU QUE VOCÊ NÃO QUER PASSAR O NATAL OU O ANO COMIGO, PORQUE NÃO SOU DA SUA FAMÍLIA.
FAÇO SINCERAMENTE OS VOTOS QUE TODA ESSA AMARGURA SAIA DO MEU CORAÇÃO E DO SEU. QUE EU NÃO SINTA MAIS ESSE NÓ DO TAMANHO DE UM CAROÇO DE MANGA NO MEIO DA MINHA GOELA, SEM ME DEIXAR RESPIRAR.
FAÇO VOTOS DE NÃO SER MAIS TÃO SENSÍVEL. DE NÃO LIGAR A MÍNIMA QUANDO NÃO TIVER QUE LIGAR, DE NÃO TER MAIS RUGAS NA TESTA DE TANTO CHORAR, DE NÃO TER MAIS CABELOS BRANCOS.
FAÇO VOTOS DE NÃO PRECISAR MAIS ME PREOCUPAR COM VOCÊ, DE QUE VOCÊ ATENDA O TELEFONE OU O CELULAR QUANDO EU PRECISAR DESESPERADAMENTE FALAR CONTIGO, QUE QUANDO EU CONSEGUIR VOCÊ NÃO DESLIGUE ANTES DE QUE EU TERMINE DE DIZER TUDO QUE QUERO.
FAÇO VOTOS QUE SE A GENTE SE SEPARAR, QUE NÃO GUARDEMOS NENHUMA MÁGOA. E QUE VOCÊ CONTINUE ME AMANDO TANTO, OU ATÉ ME AME MAIS POR SENTIR SAUDADES.
FAÇO VOTOS QUE VOCÊ ME DÊ MAIS CAFUNÉS QUE CASCUDOS, E QUE VOCÊ AME QUEM EU AMO E ESCOLHI POR NA MINHA VIDA.
QUE VOCÊ CONSIGA FINALMENTE DAR VALOR A QUEM MERECE VALOR E ENTENDER QUE O RESPEITO INDEPENDE DE IDADE. O RESPEITO INDEPENDE DE CLASSE SOCIAL, O RESPEITO INDEPENDE DE COR, OU DE NOTORIEDADE. O RESPEITO INDEPENDE DE TUDO. E SÓ COM RESPEITO PODE-SE VIVER COM DIGNIDADE.
FAÇO VOTOS DE QUE VOCÊ PÁRE 80% DE RECLAMAR. DE RECLAMAR COMO EU TRABALHO, DE RECLAMAR QUE EU NÃO SUJE A COZINHA, DE RECLAMAR QUE MEXI NAS SUAS COISAS.
FAÇO VOTOS QUE VOCÊ ENTENDA QUE AINDA TE AMO, E QUE NÃO TEM UM SÓ DIA DA MINHA VIDA QUE EU VIVA, QUE NÃO SEJA PRA TE DAR ORGULHO.
QUE NUNCA FIZ COISAS ERRADAS, COMO ME DROGAR, SER PROMISCUA, ROUBAR NEM FERIR NINGUÉM, PORQUE VOCÊ ME DEU ESSE NORTE, E PORQUE DE CERTA FORMA, EU NUNCA QUIS TE FAZER SOFRER. NÃO POR MIM, MAS SEMPRE POR VOCÊ!
FAÇO ÚLTIMOS VOTOS, PARA QUE MEU CORAÇÃO AINDA BATA NO SEU CORAÇÃO, SEU CORAÇÃO AINDA BATA NO MEU CORAÇÃO E QUE A GENTE AINDA SE AME, NÉ?
SE AME EM CUMPLICIDADE, E VOCÊ CONSIGA DIZER ISSO PRA MIM: "EU TE AMO". SÓ ASSIM MEU ANO NOVO SERÁ REALMENTE FELIZ. :)
QUE VOCÊ CONSIGA LER ISSO AQUI ATÉ O FIM E NÃO PENSE QUE É APENAS UMA MENSAGEM BABACA DE ANO NOVO, MAS QUE É REAL, INTRANSFERÍVEL E PESSOAL.
FAÇO VOTOS QUE VOCÊ ACREDITE QUE NÃO É O FIM, E A GENTE VAI SER FELIZ. POR AINDA MUITOS ANOS-NOVOS... E QUE AINDA FAREI(MOS) MUITOS E MUITOS VOTOS.

ANILIA FRANCISKA

2011 VOTOS DE LIRISMO E AMOR PARA TODOS !

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

feliz ou infeliz ? eis a questão

Hoje, eu recebi uma notícia que me deixou muito feliz de tarde. A minha irmã me ligou e disse que estava grávida e que teria um bebê. Eu não me lembro de ter ficado tão feliz quando eu soube que ela estava esperando o meu sobrinho Gabriel, que hoje tem nove anos. Isso porque eu achava ela muito novinha e ela e o meu cunhado se conheciam há muito pouco tempo. Mas hoje, ao receber a notícia que ela ia ter outro bebê eu fiquei muito feliz.
Mas um momento que poderia ser de completa alegria, ficou muito ruim, porque quando eu cheguei em casa, a minha avó me tratou super mal de novo, como é de costume e vem sendo nos últimos meses e me deixou completamente desnorteada. Isso porque não podemos e nem temos sequer mais vontade de festejar um acontecimento familiar juntas.
Não fazemos mais nada juntas. Não rimos, não comemos, não nos divertimos, nem sequer conversamos. Eu percebo como a minha vida é ruim sem sentido nenhum. Eu já olho essas coisas todas aqui nesta casa e já não vejo nenhum motivo delas estarem ali. Eu sei a cada dia, que por mais alto que eu chore, ela nunca vai ouvir ou se importar comigo. Me dar um beijo ou um abraço de carinho. Ela que me amou tanto, hoje me odeia. E me odeia do nada. Me odeia porque ela não tem mais nada pra fazer nesse mundinho idiota e caótico que ela vive. Eu preciso deseperadamente retomar as rédeas da minha vida. Também ter meus filhotes e sair daqui de uma vez por todas!
Ela me odeia ainda mais porque sabe que eu... eu não me tornei nada do que ela queria pra mim. O que sou, o que faço, as coisas que escolhi não lhe dão nenhum orgulho ou lhe impressionam. Eu frustrei todas as suas expectativas. Sou uma fracassada. E odeio ter que viver assim, debaixo do mesmo teto sempre ouvindo dela que A MINHA ARTE, E O QUE EU ESCOLHI NÃO SIGNIFICAM NADA, QUE MEU NAMORADO É UM POBRE INÚTIL, PORQUE ESCOLHEU A MESMA COISA QUE EU, QUE ENFIM...
Eu sei que não adianta nada eu ser tão infeliz assim. Não vai acontecer nada. Um anjo não vai cair do céu resolvendo os meus problemas e eu não não ganhar 23 mil na megasena. Nem sequer ela vai abrir a porta do quarto e me desejar boa noite.
Eu não suporto mais ser tão odiada por quem tanto me amou. E suporto menos saber que nos perdemos pra sempre. Que a pessoa que sempre pude contar, hoje não posso mais, porque não faz mais parte da minha vida. Eu queria saber porque ela tem essa atitude tão doentia e tão ruim comigo, que sou a pessoa que mora com ela e suporta tudo junto?
Na verdade, estrou cansada demais pra querer saber ainda. O que eu quero é não sentir nunca mais tanta dor, ou conseguir passar por essas situações sem dar a menor importância pra tudo isso. Sem chorar, ou sem sofrer.
Quero poder sescolher ser feliz. E mais nada.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

E Ele ganhou na Raspadinha

Um dia antes do seu aniversário, ele achou uma moeda de um real no chão. Virou pra namorada e disse:
- Viu que bonito? Amanhã eu vou comprar um presente pra mim com esse um real. Afinal, é meu aniversário, é o universo que está me dando.
No dia seguinte, em meio aos trancos e barrancos, numa das idas à casa lotérica pra pagar contas, vê a nova raspadinha da hora e pede pra caixa:
- Me dá uma dessa tal série ouro, METADE PREMIADA, a que custa um real.
E paga a mesma com o real achado no dia anterior.
Parece coisa de novela, mas quando raspa...
... quando raspa qual foi a surpresa, encontra estampado na raspadinha três ocorrências de 100 mil reais. Pisca duas vezes e sem sequer perguntar nada pra ninguém atravessa a rua transtornado. Chora, não consegue acreditar. Olha de novo e pensa que o melhor mesmo seria ir até a caixa econômica federal. Lá eles orientariam melhor.
Será possível?
Podia finalmente sair de casa, comprar um apartamento... morar com a namorada.
Que morar com a namorada nada, primeiro ia viajar o mundo, ia conhecer Amsterdã, Budapeste, Macorros. Sei lá mas cem mil não daria assim pra tanta coisa...

Com certeza, pelo menos ia pagar a conta de telefone há três meses atrasada.
Resolveu ligar pra namorada, a menina era incrédula e acha que ele táva tirando um sarro. Afinal era aniversário dele, ele devia estar viajando, devia ter tomado umas cervejas a mais.
Ele diz emocionado que não, ela diz que nunca tinha conhecido ninguém que tenha ganhado nem mil reais na raspadinha, que dirá cem mil. Ela pede pra ele ver direito e desliga.
Ele começa a achar que é bom mesmo descartar a namorada dos planos, ela nunca acreditava nele!!
Atravessa a rua, imaginando-se no Hawai, finalmente uma casa na Ilha Grande. Ah, ah, ah... não é possível que ele ganhou naquele aniversário algo que jamais sonhou pedir!!
Na caixa econômica, pegunta aonde podiam orientar ele sobre prêmios da raspadinha.
O telefone chama: era a namorada de novo:
- Se isso for verdade, não conta pra ninguém.
- Claro, claro... mas deixa eu ver como vai ser aqui. - E desliga, se perguntando porque tinha contado PRA ELA.
No caixa o cara olha arregalado pra raspadinha. Nunca tinha visto um premiado, não naquele banco. Leva a tal para pedir orientações ao gerente. O rapaz espera então num dos bancos para atendimento especial.
Vê o gerente voltando, sorrindo com a raspadinha dele na mão:
- Sinto muito, mas acho que o senhor se equivocou, por favor leia as linha menores...

Lá esta escrito que ele tinha que achar na verdade na mesma metade o valor de 100 mil e não apenas numa metade. Por isso o nome da raspadinha era metade premiada.
Foi decepcionante. O cara do banco deve ter achado que ele tinha bebido. Ou era burro demais para supor que ia ganhar 100 mil numa raspadinha.
Sentiu uma vertigem por todo o corpo. Imaginar que ganhara 100 mil no aniversário era muito doido. Por um momento ele acreditou.
Ligou para menina e falou que tinha se enganado. Ela sabia. Não era possivel uma coisa assim. Mas não fazia mal, de noite eles se encontrariam pra comemorar o aniversário e iriam rir daquilo tudo.
De fato, de noite ela foi encontrar com ele. Levou dois presentes. Num deles, tinha dentro uma raspadinha:
- Quem sabe dessa vez você não tem mais sorte, amor...
E ele raspou.


FIM
ANILIA

Em homenagem ao meu amor Léo, pelo seu aniversário. Te amo! :)

domingo, 22 de agosto de 2010

Destemido

"Seu amor
É como suas gemadas
Tomado quente e aos golinhos.
Tomado para não ficar doente
Tomado por zêlo, por paz e por descanso.
Seu amor é forte
Como o rio forte
que leva para longe todos os botes.
Seu amor é aos galopes
E com mil caras italianas
Mil melodramas
É ciumento
é vil,
É violento.
Sem noção, sem senso.
Seu amor é octagenário
Não me dá espaço
Não me dá ar...
mas mesmo assim ,
não quero dele me livrar.
Por que seu amor, é a única coisa que conheço
De sincero de verdadeiro
De pleno e de inteiro.
Seu amor é como a pimenta forte:
arde, machuca, mas dá sabor!
E sem ele não tem graça nenhuma.
Amor que justifica,
Em suma:
Ele me faz rir e chorar
E é ele, destemido
Que me faz também te amar. . ."

De novo eu

Minha veias
parecem as gotas de água
que escorrem no blindex do banheiro
Eu sabia
desde o início
o quanto seria difícil
Ser eu mesma
Sentir como eu mesma.
Por isso
Fingi ser outra
Por dez anos
Mudei de nome,
mudei de jeito,
mudei de EU.
Mas mudando tudo
Tambémn mudei
A sorte que o mundo me deu.
Agora que voltei
Agora
Mais uma vez
Assumi-me de novo
E voltei ao volante
da minha vida
Não suporto
E quase morro, sem reclamar
Com o peso
Desse fardo
Que eu própria
Escolhi carregar...

sábado, 14 de agosto de 2010

ABAJUR

A falta de um abajur

Ele xinga e se aborrece comigo: -"Se fosse eu, você já estaria me esculachando, dizendo que eu não tenho o menor respeito com você!"
Ele não consegue dormir, porque simplesmente eu quero ficar lendo, com a luz acesa.
E isso faz com que ele levante duas ou três vezes, para beber água e para ir ao banheiro. Ele solta gazes e resmunga.
É estranho, mas eu queria ficar sozinha nesse momento. Sozinha lendo, até o sono vir naturlamente. Mas não posso nem me concentrar, porque a todo momento escuto reclamação. Ah, que droga: temos que dormir e acordar juntos todo dia ? Que chatice.
Faz falta nessas horas um abajur. Ah como os abajures são charmosos... queria um abajur lilás - diferente do Plínio Marcus, evidente... rs.
Mas, hoje ninguém mais usa abajur. Por que ? Mistério. Acho que deve ter caído nas cafonices da decoração. Nadas mais que aquece e aconchega uma casa é moda: tapetes, abajures, cortinas - sai fora, isso dá ácaro, polui o ambiente. Tudo agora tem que ser clean, limpo, de preferência branco. Bem hospital. E luz branca, claro, pra fazer uma economia no bolso.
Mas mesmo que eu quisesse muito não caberia um abajur no meu quarto. No máximo uma luz direcional. Direcionar o quê mesmo??
Enfim... mesmo hoje em plena modernidade, ainda somos reféns dos outros, da vontade dos outros - acusados de egoístas e ditadores quando apenas temos um desejo incontido de ler, de ficar com a luz acesa depois de um sábado cansativo no trabalho, onde ninguém se rende mais a esse hábito honesto e ultrapassado: LER!
Enfim... agora finalmente ele dorme. E ronca. E eu ? Bom, acho que vou dormir também, afinal...
agora ele acordou e quer discutir relação. que chato.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

fardo

É um fardo muito pesado. Um fardo que não sei se quero, não sei se posso carregar.
É difícil ser adulta, é difícil ter tantos sonhos - e se tornar comprometida com todos eles. É difícil continuar escolhendo a arte, embora nem sempre ela escolha você. Como uma velha história que ouvi há anos sobre Dulcina de Moraes... Ela chamava ARTE de LIBER. "Todos querem LIBER, mas LIBER quer muito pouca gente". É difícil ter essa luta infinita que parece em vão, mas não vai ser em vão, não pode ser. Dessa árvore tem que sair algum fruto. Nem que seja um fruto pequeno, azedo, mal. Nem que seja um fruto não comestível. Ás vezes penso se não sou eu que fui mordida pela mosca azul da soberba e da vaidade e por isso insisto tanto nessa tecla tão batida. "Ah, ser artista, qual é, vai estudar pra um concurso público!"
Eu queria muito saber como são os critérios para saber quem vai prá qual teatro, quem ganha tal prêmio e quem não, quem decide o quê na cultura do meu país. Por que tudo está se tornando uma grande bandalha, se é que já não foi desde sempre.
Eu sempre realizei todos os meus sonhos na arte, porque sempre paguei por todos eles. E hoje conversando com uma amiga, descobri que pago, pago sempre porque nunca desisti deles, porque sempre fiz, da melhor maneira, mas fiz. E queria achar mais gente comprometida que fizesse como eu. Que não ficasse só nas minhas costas, porque estou cansada disso. Cansada de correr riscos sozinha, de gastar sozinha, de ficar na merda sozinha. Como disse no início, é um fardo que estou de saco cheio de carregar, e quando mais velha mais pesado ele vai ficando, por isso não sei se ainda posso suportá-lo.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Você vai ser uma pessoa
má ou boa pra mim?

Diga logo, diga logo.
Gosto de tudo preto no branco.
Gosto de saber de cara.
Odeio ilusões ou tolices.
Você vai me amar?
Ou vai me enrrolar?
Aviso logo que sou prá casar!
E quero ter 10 filhinhos
E com a cara do pai.
Quero foder todo dia
ou não, não sei bem.
O que é bondade?
É a sinceridade de logo me dizer
Pra que eu não vá de novo
Achar que vou morrer com o amado
Como principe encantado
Com final "feliz prá sempre"
Ah que verdade indecente.
Não conheço essa bondade
Só conheço gente que fez o que quis
amou como quis
e deixou tudo estragado
Só conheço vontade e teimosia
De gente que não valia
De homem que não crê em futuro
De homem que não crê em velhice
Não crê em casamentos de branco
Não hesita em jogar pela janela
uma história, uma vida,
uma anilia inteirinha...

quarta-feira, 2 de junho de 2010

sem letras maiúsculas, mas com atitude

não, não tenho fome, ou curiosiadade. não tenho nada. hoje tive sono, só um pouco talvez. e ouvi no rádio aquela música do tim maia que dizia assim:
"letras de macarrão na barriga do analfabeto faziam uma poesia concreta"
eu queria entender porque deixo tudo prá mais tarde: ipva 2010, iptus, livros, filhos, apartamentos, câmeras... tudo. não estou sendo pontual nem com as dívidas, os sonhos têm que ficar prá depois, sempre bem depois.
ah recebi tanto e-mail inútil hoje - a pior propaganda é essa virtual : a mais nojenta, pobre e idiota. e ainda tem bobo achando que se não passar certos pps vão ter morte prematura e queda de cabelo!! odeio pps. não me mandem por favor. nenhum, nem aquele imperdível, já vi todos imperdíveis, te garanto. o que eu preciso, preciso de verdade é de teatro na veia, teatro bom, verdadeiro. é só isso que preciso. e quero.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

gi produções

Cortei meu cabelo.
Bem curto, e acho que tem uns seis anos que não cortava assim...
Ficou legal. Acho que alguns fatos nesse ultimo mês me deixou confiante suficiente prá mudar de cara. Mas penso que além de uma mudança de cara, quero uma mudança de vida também . E sei que a partir de agora muita coisa vai ser mudada na minha vida, mudada completamente. Imagine, com a produtora eu vou ter próprio negócio pra tocar. Vou ter que fazer coisas diferentes, ter atitudes diferentes. Desde a semana passada estou muito feliz. Nossa não me sentia bem assim tem muito tempo. Desde... ai nem sei mesmo.
É tão legal ver as coisas ficando prontas, ficando lindas, exatamente como a gente sempre sonhou. E mais do que o espaço físico, é perceber nosso trabalho sendo conhecido e até necessário. Mal abrimos e já temos trabalhos acumulados, mas sei que com essa sala o trabalho entrará nos eixos...
Ah esse corte de cabelo... não é chanel, é mais ou menos moderninho. Achei que fiquei muito bem. Afinal, como eu mesma disse, estou bem, cada vez melhor... RS...

VIVA A GI PRODUÇÕES!!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

"No fim do jogo o rei e o peão voltam para a mesma caixa."
provérbio italiano

segunda-feira, 26 de abril de 2010

PIZZA FAMILIA


*ATENÇÃO AMIGOS !*

ELA ESTÁ INCLUÍDA NO FESTIVAL DE ESQUETES ARTE INCLUSIVA, E SERÁ NO PARQUE DAS RUÍNAS, AS 18 HORAS.

******** É GRÁTIS!! *******

E O PÚBLICO TEM PARTICIPAÇÃO MUITO IMPORTANTE, É ELE QUEM DECIDE QUAL O ESQUETE ( CENA ) VENCEDORA, ATRAVÉS DO VOTO POPULAR.
COMPAREÇAM E VOTEM NA PIZZA! O ESQUETE VENCEDOR GANHA UMA PAUTA NUM TEATRO DA REDE - ESTOU PRECISANDO MUITO ACREDITEM ! (SOU UMA ARTISTA QUE NÃO TEM ONDE MOSTRAR SUA ARTE!!!)
ABAIXO FOTOS DA PIZZA PRÁ DEIXAREM VOCÊS COM ÁGUA NA BOCA E GOSTINHO DE PIZZA...














ENTRADA FRANCA!!
O PARQUE DAS RUÍNAS FICA :
Rua Murtinho Nobre, 169 - Sta Tereza, CHEGANDO NO LARGO DOS GUIMARÃES TODO MUNDO SABE, QUEM NÃO QUISER FICAR PERDIDO, DA LAPA ATÉ LÁ DE TAXI É 5,00 NO MÁXIMO!




sexta-feira, 9 de abril de 2010

voa voa passarinho...



"Vê mais longe a gaivota que voa mais alto."

Richard Bach

Caramba, ontem era ano novo, hoje já é quase dia das mães. O tempo voa... assusta como voa. Esses dias eu estava no meu outro blog http://aniliah.spaces.live.com/ , onde pode-se colocar um número ilimitado de fotos, e fiquei rindo sozinha e vendo fotos antigas, de 2005, 2006. Parece que tudio aconteceu semana passada. Isso me deu uma sensação de inutilidade. Pensei em realizar muito mais coisas nesses últimos cinco anos do que acabei realizando. Eu não estou me sentindo bem com várias coisas na minha vida, e estou me sentindo meio incapaz de solucionar. Estranho, chato, terrível, ultrapassado. Tudo está ultrapassado, o hoje já é ontem.
ani

segunda-feira, 5 de abril de 2010

um morto fala...

Eu já estou morto.
Vocês estarão lendo isso aqui, me achando bem vivo, mas as palavras são de um morto. É clichê esse negócio de memórias de um morto, é clichê desde o tempo de Machado de Assis, o mas o fato é que todo morto, se não expurga o que o atormenta, não 'descansa em paz'. E o que me atormenta é um caso banal. Tão banal, por ser carnal, ou tão carnal que é banal, ah tanto faz. O que me faz dar voltas ao túmulo, foi um episódio inesquecível, aliás uma mulher inesquecível que passou por minha vida.
Preciso falar dela, preciso dizer ao mundo o quanto ela foi importante na minha vida. Não, ela não foi o AMOR da minha vida. Não, mil vezes não, isso não é um conto romântico, não passas nem de longe de uma história cor-de-rosa, de contos de fadas e de trama apaixonada. Digo que ela foi importante, porque foi a mulher que me ensinou a transar. Por favor, mortos não têm remosos, nem tão pouco vaidades, não estou nem aí que ela me processe. Já estou morto mesmo, e mortos não respondem processos legais. MAS EU PRECISO FALAR DA MELHOR FODA DA MINHA VIDA.
Preciso dizer isso, agora que já morri, pois somente agora tenho certeza que não terei outra melhor do que esta. E quem sabe meu relato possa servir de inspiração, conforto ou lição a outros como eu. Outros homens sexualmente introvertidos como eu era. Machistas como eu era.
Bom, vamos começar do princípio. Eu tinha 22 anos, era cabeludo e hippie. Viajava o mundo com minha mochila nas costas, nos anos 70, tinham vários como eu. Sexo era uma coisa linda, e claro, todo mundo fodia todo mundo, eu tinha muitas mulheres, muita variedade sexual. Bissexualidade também era uma coisa comum. No meio de tanta maconha e LSD, era meio dificil escolher o parceiro sexual, que dirá se ele era macho ou fêmea. Todos cabeludos, todos meio fedorentos e não-depilados, digamos que o órgão sexual era um mero detalhe. O que importava eram as carícias, era viajar o mundo e cair na comunhão cósmica que aquelas tribos undergrounds proporcionavam. O que importava mesmo era PAZ e AMOR, um mundo livre da guerra do Viatnã e ter grana suficiente prá apertar o baseado do dia. Diga-se de passagem que antes e morrer, parei de fumar maconha. Aliás já estava sem fumar há dez anos, por considerar o teor de THC dos baseados atuais, ridículos comparados aos dos anos 70. Maconha de hoje não dá onda, definitivamente não dá. E as que dão não vale o preço!
Numa dessas viagens loucas, com minha galera mais louca ainda, fui parar numa cidadezinha bem pequena, no interior do Espírito Santo, cujo o nome é irrelevante no momento, mas vale ressaltar que tal cidade tinha como principal atração a exposição agropecurária de gado de corte e gado leiteiro. Enfim, rual, ruralíssima perto da mente que já tinha desde os 17 anos ido parar não se sabe como e com que recussos em Londres, Budapeste, Índia, Portugal, São Francisco e Califórnia no Estados Unidos, Amsterdã, e Chapada da Diamantina na Bahia !! Digamos que, sempre aparecia uma chance de se viajar, tendo um passaporte em dia e sendo descendentes de italianos como eu era. Mesmo sem um puto no bolso, os anos 70 era um verdadeiro paraíso pra viajantes profissionais, que não criavam laços e que não faziam questão de se arriscar um pouco mais. Sempre se tinha o céu de estrelas como cobertor, uma tia idosa prá doar um rango e um trampo mais ou menos interessante prá quem sabe ler e recitar umas poesias.
Lá nessa cidade, conheci a melhor e a única puta que já transei.
Depois dela minha vida, mudou.
Ela, já era puta, desde os treze. Quando nos conhecemos ela tinha 28, e eu considerava meio coroa, dentro dos meus 22 anos. Não, não paguei pelo encontro, se é que vocês se importariam com isso. Até pagaria, diante da beldade que se apresentava, mas ferrado como eu era é claro que eu não tinha dinheiro. Nos encontramos numa festa, numa casa abandonada, invadida pelos meus amigos hippies pra passamos mais aquela noite. A casa era uma mansão, sede de uma chácara, ainda com as adegas cheias de vinhos lacrados e com fotos da familia residente peduradas por todas as paredes.
Detonamos os vinhos, e também parte dos queijos curados e doces em compotas que comportadamente foram arrumados na dispensa.
Minha musa perturbadora, chegou com um viado, famoso na região por ter um bar que vendia as melhores cachaças da cidade. Ela estava tão linda. Jamais diria que era prostituta, ao menos que me dissesse. Tinha um vestido que transparecia a pureza de uma madre, a inocência de uma virgem. Era modesto e feio. Meio cafona pra moda daquela época cafona. Tinha os cabelos soltos, incrívelmente negros e retos. Não usava nenhuma maquiagem. Tinha uma aparência tão limpa que chegava a brilhar, embora a única jóia que trouxesse consigo fosse um cordão dourado com um pingente de chave. Mas toda aquela contradição me atraiu. Bebemos vinho juntos e não quis compartilha-la com ninguém, subimos as escadas e fomos insasiávelmente para o quarto onde numa onda de lambeções e chupões como grandes devoradores que éramos e que estávamos parecia interminável. Antes porém da ansiada penetração, confessou-me: Sou puta. Não estou te cobrando nada, sei que não tem dinheiro para me pagar, mas é isso que faço, é a única coisa que sei fazer.
Enfim, eu não estava nem aí. Na hora ela podia ser realmente qualquer coisa, eu não ia me importar mesmo. Mas a verdade verdadeira é que a identificação sexual foi absurda. Não saímos do quarto pelas 72 horas seguinte e não deixamos ninguém entrar. Não tinha fome, nem sede, e a minha maior e única necessidade era do seu corpo. Nunca eu podia chamar aquilo de amor, porque era uma mistura muito grande de sangue, suor, lágrimas, porra, cuspe, cabelos, cheiros, unhas, pêlos, enfim... aquilo não foi amor, aquilo não tinha nome.
Ela teve que sair dali, afirmando ter seus compromissos, suas contas prá pagar, e não tinha como ficar sem comer, ou sequer beber água. Na prática o sexo é vital, mas viciante. Pediu que eu a encontrasse no tal bar do viado da cachaça, no dia seguinte.
Após ouvir inúmeras gozações de todo o meu grupo, me acusando se enquandrado ao sistema e careta, não suportei a espera e fui naquela mesma noite no boteco atrás dela. Que por sinal sequer sabia o nome. Chegando lá, nem sabia por quem procurar.
Mas ela apareceu, disse que ali a chamavam de Renata, mas seu nome de verdade era Maria. E Maria, como eu sempre preferi guardar pediu que eu esperasse e após seu trabalho daquela noite, me levou pra sua casa. De lá saímos apenas no dia seguinte, as 14 horas, pra que eu buscasse as minhas coisas.
Avisei para o grupo que eu acompanhava, que ia ficar mais um tempo por ali e me mudei prá sua modesta casinha com minha mochila e meu violão.
Ela exerceu em mim toda a sua maternidade recalcada. Me fazia comida, me dava banho, pediu que eu fizesse a barba e remendou meu jeans. A contra-gosto cortei os cabelos e todos os dias ela me presenteava com seu sexo. O seu melhor sexo. Aos 22 anos, achava que podia gozar quantas vezes eu quisesse, na hora que eu quisesse. Maria me fez acreditar nisso. Ela me fez crer que eu era super homem e tinha super poderes. Me fez crer que nada era mais sagrado que o sexo ( uma puta me fez crer nisso!) e principalmente que a mulher sente prazer. Muito mais prazer que qualquer outro homem, então ela também tinha super poderes, aliás era isso que ela me fazia acreditar.
Naqueles dias, achei que a felicidade de fato existia.
Hoje morto, reconheço que nunca, nem quando fiquei rico, e comprei coisas que o mundo capitalista exigia, ou quando tive meus filhos, ou quando casei ou quando sobrevivi as pontes de safena, nunca, fui tão feliz, como quando comia ensopadinho de chuchu e tocava violão no colo de Maria, sentindo os mosquitos do Espírito Santo, tendo as cigarras como companhia.
Maria me dava de tudo, roupas, um teto, uma cama deliciosa.
Nada me exigia, nada, só meu afeto e umas poucas poesias mal recitadas.
Bem, na verdade ela pediu que eu parasse de fumar maconha. Achei bom, e acabei parando de fumar cigarros também. Já vestia galochas e troquei a barba pelas costeletas. Já escovava os dentes e tomava banho todo dia, duas vezes por dia até. Aboli a cultura hippie de vez... Ela tinha mesmo me enquadrado. Era tudo perfeito, tirando o fato de eu preferir ignorar de como entrava dinheiro na nossa casa, e jamais voltar de novo no bar no viado, onde a Maria virava Renata e trazia nosso pão de cada dia. Fingindo não saber e não ir lá, escamoteava meu ciúme e minha posse jamais adaptada a filosofia hippie. Por isso nunca tinha tido uma namorada até então.
Nosso romance que parecia eterno, acabou mais rápido do que eu pude supor e mais cruel por me poupar detalhes que caíram no esquecimento. Sei que um dia eu estava passando na cidade, e próximo estação de trem, ouvi homens conversando sobre a Renata. Um deles elogiava a sua habilidade oral, e como ela fazia com gosto tudo que fosse pedido.
Na mesma hora saltaram lágrimas dos meus olhos. Tive vontade de dar um soco no homem com cara de caipira e confesso que pela primeira vez na vida tive um sentimento de posse que me fez cair na real e entender como funcionava a vida.
Claro que meu orgulho e meu moralismo nunca me deixaria brigar ou discutir com Maria. Ela já massacrada pelas dificuldades e pela fome ententendia muito melhor do mundo de prostituição do que eu, ex-hippie filhinho de papai que não ligava pra casa há seis meses.
Ao chegar na sua casinha, quis pedir: não seja mais puta!
Mas apenas peguei minha mochila, meu violão e disse que tinha que ir. Ela chorou, quis saber o motivo, quis reinvindicar direitos da sua dedicação. Mas depois dos sexo de despedida, a deixei adormecida, ainda melada de lágrimas e nua, e pura. A puta mais pura que existiu.
Hoje morto, entendo que sempre busquei Maria, nas bocas, bucetas, e peitos que beijei. Sempre quis Maria, nunca mais vi Maria. As vezes duvidei que ela tivesse mesmo existido, ou tivesse apenas sido uma viagem no meio de tantas porcarias que eu tomava na época, mas a prova de sua existênicia, foi ter deixado em mim, um sentimento que me acompanhou estranhamente, até o dia da minha morte.
Explico: antes dela, não sabia o que era posse. Não compreendia porque as pessoas queria ter dinheiro, ter casa, ter jóias, ter família, TER o que quer que fosse. Eu não tinha nada antes dela, e não entendia porque deveria ter alguma coisa: vínculos, histórias, trabalho, pessoas, tudo era tão transitório, tudo efêmero.
Então, ela se ofereceu prá mim, e finalmente tive algo, ou alguém. Não entendia o significado da palavra exclusividade, até sentir que se ela fosse minha, não queria que ela fosse de mais ninguém.
Pronto, foi essa a história da melhor foda da minha vida. Agora que estou morto e não menos perturbado, posso fazer uma auto-análise dessa minha louca história.
Maria, uma puta, que dividia seu amor com muitos, me ensinou a importância de ser único, de querer ser único e de ter as coisas. Coisas suas. Só suas. Todo o resto da minha vida foi construído a partir dessa lição. Acumulei coisas, fiz riqueza, construí fortunas. Tive apegos, tive ganância e tive ambição. Uma coisa puxou a outra, e tudo a partir de uma mulher, uma única mulher, que se deu para mim, mas nunca foi minha, realmente toda minha, por inteiro. Por não tê-la, quis ter todo o mundo, mas o mundo inteiro, não foi suficiente como aquele refogado de chuchu e aquele colo na varanda com as cigarras...

assinado : um morto

segunda-feira, 29 de março de 2010

Tarô

Hoje, decidi não ir trabalhar pra saber a carta do tarô que eu tinha perdido.
Explico.
No dia do apagão geral de 23 estados do Brasil, eu, influenciada pelo clima mórbito e obscuro que intalara-se na cidade, resolvi acender umas velas e jogar tarô. Ai, juro que não sou tão boa quanto a minha prima, mas me esforço nessas artes da adivinhação. Nesse dia inglório, não sei se pela escuridão, não sei se realmente fora um caso sobrenatural, inexplicávelmente, o tarô com suas 78 cartas, acabou perdendo uma. E, detesto ser fatalista, mas achava que ela tinha se perdido para sempre. Curioso, que eu, não quis saber na época qual era. Contei, recontei, verifiquei que realmente uma tinha se perdido, mas, num misto de raiva e indignação, não quis saber que carta abandonou meu baralho sem sequer dizer adeus.
O fato que hoje de tarde, eu tinha um compromisso, mas todos os compromissos de repente se tornaram irrelevantes. O importante era saber que carta era aquela.
Inexplicavelmente ela tinha desaparecido. Isso também era um mistério. Bem misterioso. Até desconfiei que minha empregada evangélica, jogou fora a carta achando ser coisa do demônio.
Pior que o tarô sem uma carta, é um tarô inutilizado. Não se pode colocar um curinga, não se pode fazer qualquer jogo. Ele perdeu a magia. Pura sacanagem.
Antes de fazer uma análise metódica, eu tentei ver se adivinhava qual era a carta . Verifiquei as que eu mais gostava, analisei se poderia ser um dos arcanos... nada.
Curioso que tinha contado as cartas 40 vezes. E sempre elas falatavam uma, ou seja tinham 77.
Isso era um sinal. Era importante saber qual era.
Abri todo o baralho, separei todos os vinte dois arcanos. Fui indo de naipe em naipe, com o coração na mão. Curiosíssima essa sensação de nervosismo. Não sei porque, mas me senti tensa.
Copas, contei, reocontei... 14 cartas, depois ouros, no naipe de espadas descobri que faltava o oito.
Bem, deixa eu abrir o de paus pra ver se não está misturada com essas... enfim não estava e ainda faltava a rainha de paus também. Peguei o livro pra ver os seus significados e ...
as duas cartas caíram de lá de dentro. Juntinhas. Que saco, estava certinho, não faltava nenhuma carta. Não acreditei de novo. Tive que recontar todo o tarô novamente. Isso mesmo, não falatava nenhuma. E desde o ano passado, eu não fazia um jogo, porque achava que ele estava desfalcado. Pois é, pois é, pois é. Podia ter evitado tudo isso, se tivesse conferido antes.
Coisas de um acaso bagunçado, bem bagunçado, como é minha vida...
...enfim, pelo menos, achei.
Não faltava nenhuma carta, agora dá licença, que eu vou abrir meu joguinho...

anilia franciska
hã hã... foda-se, tenho esse jeito lírico, dramático, ou melodramático, como acharem melhor, e não estou nem aí prá opiniões, sugestões ou visitas.
acho que ser anti-social de vez em quando é assumir os riscos da sua personalidade. não tenho e não preciso agradar a todo mundo... afinal ninguém agradou, ou agrada.
mas ser mal interpretada gera confusões. o simples fato de falar já é um bocado confuso.
eu sou confusa falando, não sei porque ainda sou metida a escrever. caos, caô, coas, coador... cocô.
voltei a ser anília, anília, minha anília sem o "h", e este ato já me tornou forte e autônoma. engraçado, porque isso me tornou mandona. impressionante a mensagem que seu nome manda pro universo. impressinante mesmo !
rsrs

sexta-feira, 26 de março de 2010

falta de uma rotina pra preencher a vida

Me sinto vazia e triste.
Vazia triste, e sem vida
Uma vida sem história...
Atravessando a rua, olho as pessoas
Imagino cada uma na sua vida, cheia de problemas e aventuras
Eu penso que por algumas decisões
Tomadas há anos atrás
podia ter uma vida toda lilás
Toda maremoto, agora.

Viveria hoje em outro lugar
Quiçá outra cidade ou país
Não teria feito
Qualquer uma dessas faculdades
Ou uma delas de verdade, quem sabe.

Teria uma família
Um marido, ou ex-marido
Um ou dois, ou três filhos
Rapazes e moças com meu nariz
E meu gênio, que chato!

Ia viver no perrengue de fato
Não teria dirigido as últimas dez peças de teatro
Não teria feito os últimos seis filmes
Não teria lido os últimos cinquenta livros

Seria viciada em álcool,
Ou nicotina,
Quem sabe uma vida bailarina
Quem sabe carta demais e pra sempre

Quem sabe refém, ou até mesmo
Nesta mesma casa, neste mesmo mundo
Com cores bem diferentes
Como o bater das asas de uma borboleta insolente
Como o remexer das águas de um lago quente...
O futuro, o passado, o presente,
tudo modifica-se, tudo pode ser respingado de tinta

Cansada dessa vida vazia
Vazia sim, vazia porque falta tédio
E me falta a rotina de uma vida normal
Vazia, porque é doce, amarga, é sal
é uma vida diferente do que sonhei viver nesses meus anos
Uma vida de tantos enganos...
E tantas assinaturas erradas.
Essa vida, de mais nada,
Que não é nada
nada, nada, nada...

anilia

segunda-feira, 22 de março de 2010

resiliência - auto estima

Pais não são treinados para terem filhos. Para ser médico, advogado, engenheiro, precisamos de formações. Pra sermos pais basta uma relação sexual. Nada de formação. Essas duas palavras acima : resiliência e auto estima, são palavras que estou resgatando - depois de muito tempo tenho lido milhares de livros e vendo vídeos para tentar colocar na minha cabeça coisas como estratégias e paciência.
O que separa o profissional do amador é uma pequena diferença de desempenho. Paciência e persistência são as qualidades dos bem sucedidos. Para isso tenho que riscar uma palavra do meu dicionário: ansiedade .
Maldita ansiedade de querer ganhar meu mundo em sete dias ! rsrsrsr

segunda-feira, 15 de março de 2010

Acho que não devo procriar.
Sou psicologicamente doente. Tenho um problema mental. E isso vem se agravando nos últimos dias. Faço tempestades em copo dágua, e sofro muito.
Digo que não devo procriar, porque minha mãe já era doente.
Pior que depois dos trinta, toda vez que choro muito, fico sem poder respirar.
Tenho chorado muito diáriamente, e respiro muito mal.
Sou surda ao apelos: "viva sua vida, seja feliz, agradeça ao que você tem, ocupe sua mente", e etc.
Quando choro, entro num ciclo de choro intenso , que só me faz parar porque eu preciso respirar prá viver e por enquanto não quero me matar. Mas morrer já passou diversas vezes pela minha cabeça.
"Quero ir daqui... só!" - como a personagem 'Mulher' do Tennesse Willians, da peça Fale-me como a chuva . Eu queria poder ir como ela, quer ir - só. Mas me falta uma puta coragem.
Coragem de abandonar tudo e coragem de enlouquecer.
Só sei que os dias passam e a única coisa que eu sinto é que chorei ainda muito pouco. Que não chorei o suficiente ainda, porque aqui dentro ainda tem muita dor entalada. Muito nó na garganta.
E nada resolve, nada. Porque é vicioso. O sofrimento, ele é vicioso. E vou sofrer até quando?
Até quando vou conseguir superar meu carma e conseguir finalmente ser feliz ?
São tantas metas pra cumprir, tanto ideal pra vencer que eu não consigo sinceramente saber se essas pressões que me imponho são reais, ou são só mais uma parte da minha piração.
Talvez não seja realmente louca. Talvez sejam os hormônios.
É, talvez.

sexta-feira, 12 de março de 2010

" acredito em sorte, caso contrário, como explicar o sucesso daqueles que eu não suporto ?..."

quarta-feira, 10 de março de 2010

É possível jamais se recuperar?

Assistindo "Heroes", uma série americana, uma das personagens, a Claire, que tem o poder de regeneração, pensa que tinha perdido o pai, e confessa que apesar de já ter sido queimada, esfaquiada, e quebrado todos os ossos de seu corpo, nunca tinha sentido aquela dor tão grande que era de perder uma pessoa amada.
Não sei se sou sensível demais, mas tenho horror à perdas. E sempre quando perco alguém, sinto que me perco também. Já disseram que no meu MAPA ASTRAL, o lado sentimental afeta muito minha vida, tanto, que me sinto de mãos atadas no meu lado profissional. A dor do coração, passa a ser física também. E confesso que sinto vontade de morrer: não como, não durmo, não fico feliz, não me concentro e jamais me curo. Choro como um bebê e infelizmente, guardo essa dor prá sempre. Quanto mais doída, menos fácil de esquecer. Acho que vira trauma.
Desculpa, eu não queria ser assim, mas esse é um dos meus defeitos. O pior deles, talvez.
E quem sabe eu não tenha vindo ao mundo para aprender a me regenerar? Dizem que em cada reencarnação viemos para trabalhar um defeito, um problema...
Pode ser que essa seja a minha encarnação do perdão e da recuperação.
Quem sabe?

segunda-feira, 8 de março de 2010

"...o meu linguajar é nato, eu não estou falando grego !"
(zeca pagadinho, filósofo do seculo xxi)

a minha maior provocação é não fazer nada, me fingir de morta, e simplesmente não provocar.
sinto sono, quero dormir, mas já é meio dia, e se eu dormir agora vou me sentir culpada...
eu me pergunto porque eu roubei ontem a taça de champanhe da festa, aliás porque eu roubei duas garrafas de champanhe, bebi as duas e não fui trabalhar hoje. eu percebi que não sinto mais minha assinatura em nada do que eu faço, minha mão tão forte. será que é por que eu mudei meu nome? e pus um h onde não tinha h ? eu tive vontade hoje que voltar a ser anilia, anilinha, sem h. só eu, sem sofisticação. tive vontade de ser rica ( mas todo dia eu tenho), ocorre que me pergunto se quero abandonar essa preguiça e trabalhar loucamente. a gente tem que viver aqui, e fingir que nem se conhece. mas posso optar por não sofrer e ignorar. ignorar prá sempre. não quer ir na psicologa, foda-se. não quer se tratar, se dar bem comigo, ah, foda-se. não é tudo tão ruim assim. porque ela ganha o triplo que eu não pode me humilhar, nem me afetar. acho que se eu ignorar, afeto mais ela ainda.
deixa eu ir lá, tenho um edital da eletrobrás prá ganhar...

sábado, 6 de março de 2010

A imortalidade d'alma...
Sócrates

Conhece-te a ti próprio e serás imortal “Alguns séculos antes de Cristo, vivia em Atenas, o grande filósofo Sócrates. A sua filosofia não era uma teoria especulativa, mas a própria vida que ele vivia. Aos setenta e tantos anos foi Sócrates condenado à morte, embora inocente. Enquanto aguardava no cárcere o dia da execução, seus amigos e discípulos moviam céus e terra para o preservar da morte. O filósofo, porém não moveu um dedo para esse fim; com perfeita tranqüilidade e paz de espírito aguardou o dia em que ia beber o veneno mortífero. Na véspera da execução, conseguiram seus amigos subornar o carcereiro (desde daquela época já existia essa prática...), que abriu a porta da prisão. Críton, o mais ardente dos discípulos de Sócrates, entrou na cadeia e disse ao mestre:
- Foge depressa, Sócrates!
- Fugir, por quê? - perguntou o preso.
- Ora, não sabes que amanhã te vão matar?
- Matar-me? A mim? Ninguém me pode matar!
- Sim, amanhã terás de beber a taça de cicuta mortal - insistiu Críton.- Vamos, mestre, foge depressa para escapares à morte!
- Meu caro amigo Críton - respondeu o condenado - que mau filósofo és tu! Pensar que um pouco de veneno possa dar cabo de mim ...
Depois puxando com os dedos a pele da mão, Sócrates perguntou:
- Críton, achas que isto aqui é Sócrates? E, batendo com o punho no osso do crânio, acrescentou:
- Achas que isto aqui é Sócrates? ... Pois é isto que eles vão matar, este invólucro material; mas não a mim. EU SOU A MINHA ALMA. Ninguém pode matar Sócrates! ...
E ficou sentado na cadeia aberta, enquanto Críton se retirava,chorando, sem compreender o que ele considerava teimosia ou estranho idealismo do mestre. No dia seguinte, quando o sentenciado já bebera o veneno mortal e seu corpo ia perdendo aos poucos a sensibilidade, Críton perguntou-lhe, entre soluços:
- Sócrates, onde queres que te enterremos?
Ao que o filósofo, semiconsciente, murmurou:
- Já te disse, amigo, ninguém pode enterrar Sócrates... Quanto a esse invólucro, enterrai-o onde quiserdes. Não sou eu... EU SOU MINHA ALMA... E assim expirou esse homem, que tinha descoberto o segredo da FELICIDADE, que nem a morte lhe pôde roubar. CONHECIA-SE A SI MESMO, O SEU VERDADEIRO EU DIVINO. ETERNO. IMORTAL..."
Assim somos todos nós seres IMORTAIS, pois somos ALMA,
somos LUZ,
somos DIVINOS,
somos ETERNOS...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Se o amor e a emoção andam juntos...


É realmente curioso como nos interessamos pela dor-de-cotovelo alheia. Sempre queremos saber de mais um caso, quem chutou quem, quem deu porrada em quem, quem traiu quem, quantas amantes fulano tem, quantos meses em depressão sicraninha ficou. Sadismo moral, vocês dirão, mas o fato é que apenas o amor, e tudo aquilo que é relativo à ele, invariávelmente sempre nos trarão essa sensação única de estarmos vivos. E como nem quase todo mundo se sente sempre "apaixonado" a toda hora e todo momento em ápices de paixão, é natural que nos agarremos aos amores e paixões alheiras, como vampiros a sugar-lhes todo o ar e sangue vital.
É assim que eu me sinto, toda vez que pergunto como uma vizinha fofoqueira: "e aí ele voltou:" ou, " então, ela o perdoou:" ou pior ainda : " Não acredito que eles se traiam mutuamente!!!".
E, de verdade, ouvindo algumas histórias não tão verdadeiras, sinto que minha própria estória é sem-graça, sem-sal, sem qualquer novidade. E juro que se não tivesse uma vida já um tanto calejada nessas estradas da paixão, juro, que já teria partido prá outra, já teria caído nos braços de um boyzinho qualquer, ou um coroa pervertido. E teria invetado amores impossíveis, casos complicados, amantes hollywdianos. Se não fiz isso até hoje, é que talvez, (veja bem talvez!) eu tenha descoberto que boa parte dos nossos GRANDES AMORES, não são tão reais assim. Muita coisa a gente inventa, muita coisa a gente se desilude, muita coisa é dramatização. Tudo bem que tem coisas realmente grandes, como grandes amores e grandes sacrifícios, mas a maioria de fato, está na nossa cabeça. Fica legal só na história, porque tudo é mais ou menos 'história' mesmo, entende :: Não abandono a minha história pra viver outra, porque a minha pode não ser tão interessante, mas pelo menos eu sei que ela é real. Não há grandes "porradas", grandes beijos, grandes emoções, grandes traições, mas é a pequena, viável e interessante estória que me propus a viver até então.

Sei que não posso contar nada de novo, nada de muito viceral. E por isso não tenho mais inspiração ou hemorragia de um coração que não pára de sangrar. Por isso as pessoas não vão ler essas poesias metafísicas ou enquadradas, porque a maioria quer mesmo é se identificar com um caso de amor mal resolvido, com o abandono, a perda, as músicas de corno, as poesias de dor-de-cotovelo. Por que essa dor é humana, e refletindo agora, posso afirmar que talvez seja a única dor que nos une. A única a qual nos identificamos e nos identificaremos para sempre.

A única dor realmente interessante é a dor de amor, as demais são incrivelmente chatas e monótonas.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

domingo, 21 de fevereiro de 2010

loucos todos loucos

Sou louca, ela é louca, todos nós somos loucos.
Ou temos nosso momento de loucura.
Eu não quero mais viver nesse hospício, o que eu quero é poder ser livre, e me livrar de tudo que pareça insanno.
Ela me tranca dentro do meu próprio pensamento, dentro da minha própria casa fico incomunicável. Eu não quero mais ter essa relação doentia.
Não posso ligar, não posso falar, não posso mais ser. Não me sinto mais ninguém, ninguém aceitável, ninguém interessante ou legal. Deixei de ser eu, e não me encontro mais.
Essa loucura que emerge as vezes em mim, me faz fazer coisas horriveis, coisas das quais me envergonho. Não sei se é mesmo insanidade, ou se é pura vontade fugir daqui. Ir prá um lugar muito longe e distante da minha realidade. Essa realidade bagunçada, podre, de minhões de roupas velhas e cacarias. Milhões de panelas velhas e trecos, e potes sem tampas e quadros... nos sufocamos. Eu sufoco ela, e ela me sufoca. Eu quero que ela entenda que talvez, seja minha vez de ser alguém, de ter algo, de fazer alguma coisa que preste ao menos uma vez na vida.
Somos reféns.
Quem é o algoz e quem é a vítima, isto é outra história. Uma história que desconfio nem ser dessa encarnação. É óbvio que sou eu quem sofre mais com isso tudo. Sou mais sucestível à chantagens emocionais - e de chantagem, ela é expert, professora, digamos assim.
Também aprendi seus truques, mas de qualquer maneira, ela ainda é melhor, e consegue me fazer sofrer, chorar e me descabelar de uma maneira que ninguém jamais faria, ou nada.
Talvez apenas um filho, um filho que ainda não tive e que jamais vou ter.
É insuportável perceber que ela tranca sua comida, tranca porcarias, tranca o telefone, tranca seu rádio, tranca seu coração, sua alegria, sua vitalidade, sua vida inteira nesse quarto. Tranca e leva sempre a chave. Assim, vivemos nessa casa, de fato como duas famílias distintas : ela no seu mundo caótico, eu no meu mundo de ilusão.
Qual é a mais doente e mais louca - esta é a questão, nossa derradeira questão.
O que eu sinto com tudo isso, é que jamais poderei retornar ao colo dela. Jamais nos olharemos como cumplices e com aquele amor que era tão poderoso. Nunca mais ela vai me colocar no chão da sala, onde olharemos as estrelas pela janela e rezarei o anjo da guarda.
O que eu sinto com tudo isso, é que cada dia nos perdemos mais e cada dia sua alma escapa entre meus dedos. Não há dúvidas ou qualquer questionamento que nossa separação é breve, embora esse não seja seu desejo - e nem meu.
Inclusive, não imagino minha vida sem ela, porque afinal, toda a minha vida teve um único e breve significado : dar-lhe orgulho. Mas é invitável e dolorido. Inevitável = o que não pode se evitar.
O quanto de loucura ainda existe em cada uma de nós - não sei. Mas a minha está no limite. Um limite intolerável.

anih

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Em homenagem ao nordeste, e seu povo que fala "bunitinho", eu vou postar esse e-mail que recebi para compartilhar... acabei de vir de longas férias do nordeste e posso dizer que foi tudo que eu esperava e mais um pouco....
EU AMO O NORDESTE, SUAS PRAIAS LINDAS E SEU POVO MARAVILHOSO... acho que sou meio nordestina também...

Nordestinês


Nordestino não fica solteiro, ele fica solto na bagaceira!
Nordestino quando se empolga, fica com a mulesta dos cachorros!

Nordestino não bate, ele 'senta-le' a mãozada!
Nordestino não sai pra farra... ele sai pro muído, pra bagaça!
Nordestino não bebe um drink, ele toma uma!
Nordestino não é sortudo, ele é cagado!

Nordestino não corre, ele dá uma carreira!
Nordestino não malha dos outros, ele manga!
Nordestino não conversa, ele resenha!
Nordestino não toma água com açúcar, ele toma garapa!

Nordestino não percebe, ele dá fé!
Nordestino não sai apressado, ele sai desembestado!
Nordestino não aperta, ele arroxa!

Nordestino não dá volta, ele arrudeia!
Nordestino não espera um minuto, ele espera um pedacinho!
Nordestino não é distraído, ele é avoado, apombaiado!

Nordestino quando está irritado com alguém que fica diz: Homi largue de frangagem!
Nordestino não fica com vergonha, ele fica encabulado, todo errado!

Nordestino não passa a roupa, ele engoma a roupa!
Nordestino não ouve barulho, ele ouve zuada!
Nordestino não acompanha casal de namorados, ele segura vela!
Nordestino não rega as plantas, ele 'agoa' as plantas.
Nordestino não quebra algo, ele torra!

Nordestino não é esperto, ele é desenrolado!
Nordestino não é rico, ele é um cabra estribado!
Nordestino não é homem, ele é macho!

Nordestino não pede almoço, ele pede pra cumê

Nordestino não lancha, merenda!
Nordestino não fica cheio quando come, ele enche o bucho!
Nordestino não dá bronca, dá carão!
Nordestino não tem diarréia, tem caganeira!

Nordestino não tem mau cheiro nas axilas, ele tem suvaqueira!
Nordestino não tem perna fina, ele tem dois cambitos!
Nordestino não é mulherengo, ele é raparigueiro!

Nordestino não se dá mal, ele se lasca todinho!
Nordestino não é cheio de frescura, é chei de pantim!

Nordestino não pula, dá pinote!
Nordestino não fica bravo, fica com a gota serena!

Nordestino não é malandro, é cabra de pêia!
Nordestino não fica apaixonado, ele arrêia os pneus todiinho!...

soltos pensamentos


" Não acredito em astrologia, sou sagitariano , e por isso sou cético." - Artur C. Clark


" Só dizemos sim ou não no casamento e ainda assim as vezes erramos..."


" O artista é pacifista mesmo quando seu ato é revolucionário."


" Quem muito pensa pouco faz."

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Samba do Avião

" Tinha dormido o voo inteiro, acordou já no Rio de Janeiro, com o piloto anunciando a temperatura e autorizando o pouso para o resto da tripulação. Lembrou que antigamente, quando era menina toda vez que o avião pousava no Santos Dumont, tocava o samba do avião: 'Cristo Redentor, braços abertos sobre a guanabara... esse samba é só porque, Rio eu gosto de você.' Mas não ia a cidade maravilhosa havia 20 anos. A última vez, ainda tinha ouvido a música, era menina e tinha oito anos. Desde sempre quisera voltar, mas nunca, nunca havia tido chance ou oportunidade. Emendara um curso no outro, um trabalho no outro, um namoro do outro. Agora estava ali por um motivo ridiculo, aliás não era um motivo considerável, apenas a vontade de vir. De ver de novo o mar, de ver de novo os cariocas. Começou um namoro virtual havia três meses. O cara, um carioca de Laranjeiras, morava sozinho e insistia desde a primeira vez que ela viesse, passasse um fim de semana. Poxa, era perigoso, ela sabia, mas quantas coisas perigosas tinham na vida, e não seria ali que ela ia morrer.
Se bem que se fosse estuprada ou esfaquiada não seria nada mal... tomava comprimidos para se levantar todo dia, e comprimidos prá dormir - achava que aquela vida realmente merecia um agito qualquer , nem que fosse um estuprozinho...
Ao chegar no aeroporto, viu uma moça e sua vó desembarcando no mesmo avião. Típicas cariocas com seu sotaque puxado e suas roupas quase carnavalescas embora ainda faltasse um mês pro Carnaval. Falavam alto e a moça dizia que a avó deveria andar na praia 'todo dia', porque era isso que todos faziam, moravam em frente à praia de Copacabana, não tinha desculpa cabível para a obesidade da mulher.
Imeditamente ela pensou com as cariocas tinham essa obsessão pelo corpo perfeito, pelo bronzeado perfeito, pela perfeita simpatia. Foi aí que ela percebeu como estava branca e cinza dentro daquele terninho em pleno verão carioca.
Ligou pro cara de Laranjeiras e disse: 'Estou aqui, na esteira dois, aguardando a mala. Como não esta me vendo : .... Ah, outro, como assim... Não, não... no Santos Dumont ! Ah sim, você está no Galeão ! Não eu dou um jeito, tenho o endereço sim !'
Imediatamente desligou o telefone apavorada. Se sentiu como se tivesse dez anos e estivesse perdida no Rio de Janeiro. Sem demora perguntou para a neta e a avó que estavam ao seu lado :
- O Galeão fica longe daqui ?
- Muito ! Fica na Ilha do Governador !
- E o Cosme Velho : É longe : Se eu pegar um taxi ? É caro ?
- Não, o Cosme Velho é perto, não é caro. Melhor ir prá lá. Pega um taxi sim ! - a menina incentivou. Pegou então sua mala preta e totalmente careta diante da mochila customizada da carioca e saiu do aeroporto, meio que livre, meio que deseperada. E então viu a coisa mais linda do mundo. O Rio estava esplendoroso, naquele céu azul de verão. A cidade cantava um ritmo frenético e exalava um cheiro impressionante. Saiu do aeroporto e acenou para o primeiro taxi que viu. Ao perguntar pra onde ela ia, o taxista percebeu logo :
- Vc é de fora, né ... E para onde vamos ?
- Sou de fora sim... mas, acho que vou ficar um tempo aqui. Maravilhosa essa cidade. Tinha esquecido de como era.
- Maravilhosa mesmo... e vamos prá onde ?
- Pro mar, vamos pro mar.

E o motorista seguiu prá Copacabana."