"Eu tenho um Gene Insanno
Gravado no meu DNA
Que me obriga a criar
e amar a arte obsessivamente....
Eu tenho um Gene Insanno
Que suporta todas as dores
Que vive todos os amore
Que o teatro proporcionar!
Isso me torna louco, pirado
Geneticamente modificado
Sensível, instável, mal falado, curioso...
... não compreendido,
obcecado,
Inteiro, partido
desvairado !....
E como GENE, não sai de mim
Está no núcleo, está contido
Como doença hereditária
Que nasceu junto comigo.
E me faz lutar pela arte
Sem medo enfrentar quase tudo
Os palcos, os editais a FUNARTE
Os produtores, a Rouanet, o mundo !
Não importa de que eu viva $$
Por que o TEATRO vai estar em mim SZ
Como uma tragédia já batida
Que se conhece o seu fim...
...Se eu for médico, analista, policial
tosadora, marketeiro, divulgador,
cozinheiro, cerimonialista, soldado, professor
Advogado, contabilista, dançarino, pesquisador...
Comerciante, técnico, economista, escritor...
...não importa ! Não importa: meu gene está contaminado
E na pele foi lançado, como tatuagem colorida
E ficará em mim por toda a vida
mostrando sempre o que há de melhor em mim...
Este segredo, esta alma de artista
E todas as lágrimas saídas da essência
Não são sonhos de adolescência
São de fato minha verdadeira conquista !
O tempo pode passar e a vida ficar cruel
O foco da vida mudar e eu descobrir outro céu
Mas parte da minha alma ficou no tablado
E no coração meu insanno pedaço dos velhos e antigos amigos.
e por amor visto essa camisa
De drama e comédia estampada
Uma vez insanno, sempre insanno
De vida Real e vida sonhada
Levando sempre comigo as lembranças
Unidas ou desencontradas
Dessa experiência marcante e que não volta
Mas que foi singularmente amada..."
(Anilia Francisca)
