quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

MADEIRADA



"Você me machuca
me fere
me arrasa
me deixa tão triste
E com uma dúvida tão terrível
Se essa união é tão unida
É tão boa como deveria ser
Como eu imaginei que seria.

Você não me entende
Não se comunica comigo
de forma decente.
Não aceita nenhum palavra
Ou opinião minha
sem uma contestação
que me tire do sério
Ou te tire do sério
... daí é só madeirada

Você não se vê.

Mas tão pouco me vê também.

Não vê como eu realmente sou
Ou como gostaria de ser.

Você vê uma mulher que eu não quero ser...
Uma estranha.
Que de fato não sou, pois não sou o que não quero.

Quisera você ver o melhor de mim.
Uma parte que guardo só pros privilegiados,
Pros que me admiram
ou amam
ou sentem afeto
ou de alguma forma
Enxergam a MULHER QUE QUERO SER.
mesmo que não seja ainda.
Crescer.
É minha meta.
Esforço - uma sina.

Quisera riscar a palavra VIOLÊNCIA do seu vocabulário. Da nossa vida.
E você nunca mais me falasse com violência
Nunca mais me pegasse com violência
Nunca mais conversasse com violência.
Não soubesse o que isso significa, ou é.

Bodas de madeira?
Madeira podre?
Com Cupim?
Foi tudo tão ruim?

Foi uma história que você apagaria?
Deletaria da sua memória?
O que você faria diferente?
Colocaria verniz?
Carinho?
Mais amor?
Algum valor?

Quisera nunca mais chorar por você
Nunca mais querer desistir.
Descobrir que sentido tem te amar assim:
sem a plenitude, a totalidade, a ânsia de gozo, o silencio de nunca mais sair do quarto
de fingir que o mundo não existe
e que a felicidade dorme embaixo da nossa cama, escondida.
Quisera ser compreendia
PLENAMENTE

EU, tão pretensiosa nesse querer.
Um ser
estranho, complexo e sensível ao extremo.
EU, uma pessoa que diz uma coisa, faz outra e pensa outra.
Eu, uma contradição.
Eu, Anília, uma mulher que nem ainda se vê assim,
(como você também não vê),
Que nem consegue ainda se entender e saber.