domingo, 17 de abril de 2016

exaque-ca

ENXAQUECA DESLUMBRANTE

POR QUE  cabeça tão cheia
de dores
de cores
de coisas que não preciso ter?

Por que são de fato
mudanças que doem
que mexem e exigem.

Enxa-que-ca-ca-ra-lho



Quem eu sou?

Me pergunto diante de tudo isso, quem eu sou de verdade?

A cada momento me descobrindo, ou não me descobrindo uma pessoa assim... má. Tosca, cruel. De certa forma desonesta, de certa forma grossa, de certa forma estranha, de certa forma anti-social, de certa forma focada, de certa forma enganada, de certa forma inconformada. Porque ficar nessa forma me inconforma.
Mas o que dói é ver você assim, tão volúvel: sem dizer na minha cara o que pensa sobre meus pensamentos... mas na cara dos outros transformá-los em vil instrumentos, que manipulo de forma fria.
Essa é a traição, essa minha ignorância sobre sua postura tão indeterminada: é o que me faz sofrer agora.
Mas eu sofro por cretinisse, não tenha nenhuma pena de mim, por favor!!!  Não tenha, porque seus defeitos, todos, estão tão escancarados, listadinhos na minha frente - que mesmo fechando forte, espremendo meus dois olhinhos e tapando os meus ouvidos, mesmo assim não deixaria de perceber...  se quisesse.

É que esse amor me impede, me proíbe de ver esses buracos negros em você.

E nessa luta me sinto sozinha, porque me coloquei sozinha e na hora de chorar inconformada, me sentido injustiçada, não tenho um número na cabeça que posso ligar. Não tenho um ser humano no mundo que posso confiar. Vivo numa ilha, que eu mesma me coloquei, cercada de gente que realmente não entende o idioma que falo.
Estou só, tão só nas minhas opiniões e problemas, e defeitos. Estou só, tão só,  por ter um ideal de mundo e uma vida bem confusa, numa confusão que detesto. Estou só por só conseguir ter amigos que trabalham comigo, e que de certa forma, nem amigos meus são de verdade. Estou só por não ter um companheiro que 'feche" comigo em qualquer hipótese, primeiramente, porque ele não entende metade do que eu digo.

É muito estranho ouvir teorias sobre você. Muito estranho as pessoas te analisarem. Muito estranho você e sua personalidade serem o centro da conversa... nunca pensei em ser tão pré-julgada por pessoas que sequer te conhecem bem.

Mais estranho ainda é , que mesmo sem um número, ainda assim, você ligar para a única pessoa que você acha que pode te entender no mundo... e ver que  ela não atende o telefone, e que se atendesse... bem foi melhor que não atenda... ela de verdade não te entenderia. Se ela atendesse, entenderia?

Não me arrisco mais em me descrever.
Não quero mais saber quem eu sou.
Não preciso saber do que sou capaz.
NÃO, NÃO, AGORA NÃO.

Não concordo com você. Nem com outras pessoas.
Elas não podem saber quem eu sou.
Porque nem eu sei quem eu sou.
Elas não podem saber o que é ser malvada, insensível, cruel.
Já sofri maldade, insensibilidade, crueldade.
resguardando as proporções...
elas não sabem nada o que falam... me descrever assim seria imaturo.
Inclusive você, que pensa que me conhece é o rei dos imaturos. Você não sabe nada.

Acho que ainda vivo mais uns anos
E até lá, sou esse mistério que anda, fala, se comunica. Esse mistério que já foi muito estranha, muito pirada, muito louca varrida. Mas mudo muito, como as minhas estradas. Por isso prefiro seguir assim, ainda sozinha e ainda sem concordar com você, com os outros, com nada.


ANILIA