"Faço improvisos criativos
Pra sobreviver nesta selva de pedra
Inumana, deserta.
Improviso uma poesia no blindex
Uma canção ao volante
Uma peça na ida à praia.
Faço improvisos culinários
Um sexo improvisado
Uma improvisada leitura
Pra disfarçar o tempo
que me sucumbe descompassado
E me priva de programas mais completos.
Improviso umas unhas pintadas
Uma sombrancelha tirada
Um café da manhã que vira só suco.
Improviso que te escuto.
Improviso um discurso.
Dou aulas de improviso,
Faço produção improvisada,
Leio as notícias de fachada
Correndo os olhos nas bancas da rua...
Tudo superficial
tudo natural
Afinal,
improvisar é minha segunda arte".
ANILIA
* em dias de muito jogo de cintura