... escrever uma justificativa para querer publicar poesias...
Ser poetisa me ajuda a suportar as dores do mundo. Minha caneta é minha navalha, minha arma silênciosa. De certa forma é meu remédio, minha cura. Quando eu fui humilhada, escrevi. Quando fui traída, escrevi, quando fui abandonada, escrevi. Quando fui rejeitada, escrevi. Ganhando ou perdendo, continuo escrevendo. Certo ou errado, continuo escrevendo... tenho licença poética (esta é minha justificativa para as frases sem concordânica ou sentido)... Tenho que fazer isso, mesmo que não saia dos meus cadernos ou diários. Mesmo que não preste pra nada. Desde os três anos, quando não era alfebetizada, já fazia poesia, recitava pra minha avó, hoje com 83 anos, que tinha um caderno e pacientemente registrava minhas histórias, meus versos. Escrever é a única coisa que eu faço sem orgulho, sem vaidade. Não é como o teatro, que faço às vezes pelo aplauso. Escrever é sem ego. Por isso, nunca releio. Por isso o que sai dos dedos e da mente sai como um vômito, um aborto, meras borboletas ou suspiros. Não se tem como recolher, reler e rever suspiros, borboletas ou vômitos, tem ? Nunca me achei escritora, porque não sou genial, talvez não seja publicável, ou amável... escrevo como falo, na velocidade do pensamento: sempre rápido, sempre distraída. Mas eu me considero uma boa leitora, e minha leitura favorita são meus diários de adolescente. Nunca vi uma jovem com tantas aventuras, ou amarguras, ou genialidade. Definitivamente, acho que ADULTA emburreci. Por isso, em memória da leitora que sou hoje, leitora dos meus próprios escritos, gostaria de publicar um livro. Pretensão ?? Provavelmente. Mas quem disser qualquer coisa diferente disso, principalmente nas entrelinhas, está blefando. Não há justificativa válida para se publicar, senão for por pretensão... publicar poesias é expor nossas feridas, é autopiedade, é achar que se pode compartilhar estados, sentimentos com as palavras. E achar que se pode FAZER isso é SEMPRE deveras pretensão.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
domingo, 14 de outubro de 2012
Meu AMADO AMANTE
Ele me corrompe, e como uma puta sem vergonha, sigo todos os seus ditames. Aceito, submeto-me, aceito todas as suas condições. Com ele não há negociações. Ele manda, eu obedeço. Tudo nele me emociona. Quando é pobre, quando é rico, quando é feito sem esforço, quando seu esforço é sobre humano. Sou apenas mais uma de suas amantes - e nem ao menos sou a favorita. Por mais que ele me vire a cara, eu corro atrás dele sem cessar. Dou a ele todas as minhas horas livres, as ocupadas também, gasto tudo que tenho, durmo sonhando com ele todas as noites. Não importa quantas vezes eu seja preterida, sempre vou amá-lo como uma doida varrida. Foi assim desde que nos conhecemos.
Já tive fases de odiá-lo. De negá-lo até meu último fio de cabelo. De queimar suas roupas, de tentar ignorar sua existência na minha vida. Já quis matá-lo, e me enterrar junto com ele. Já quis transgredi-lo, abortá-lo, devotá-lo e até mesmo questionar sua real existência... mas ele sempre permaneceu em mim, como um órgão do meu corpo. Como uma marca de nascença - onipresente. Nem por um momento, desde que nos conhecemos tive dúvidas que ele seria meu amado amante e ficaria comigo, mesmo que eu o renegasse completamente. Já fazem 25 anos e ainda sinto a mesma emoção quando piso em seu tablado, quando me maquio para ele, quando projeto minha voz. Tenha uma pessoa ou cem testemunhando nosso ato de amor, eu sempre fico arrebatada com seu poder. O orgasmo que ele me proporciona é tão intenso que perco a linha... Às vezes meto os pés pelas mãos, às vezes erro tudo. Não sei controlar, não sei ser técnica, não consigo dominar a situação. Por isso sei que ele me nega, e talvez seja por isso que que não tenho sorte com ele. Juntos já vivemos perrengues homéricos, já passamos muita humilhação, muita dor e confusão. Já tivemos crises, sagas, causos... já experimentei todas as suas facetas, já lhe multipliquei por muitas partes.
Como amante não fui ciumenta ou egoísta. Lhe apresentei muitas pessoas. Muitas através de mim também se apaixonaram por ele, algumas até vivem como ele uma relação mais intensa que a minha. Não há culpa. Ou desculpa. Porque nossa relação é íntima, intransferível, inigualável. Única. E com seu amor intenso, seria surreal não compartilhá-lo.
Amo-o sem vaidade, sem ego. Amo porque é apenas ele me faz viver de verdade, intensamente, como a vida deve ser.
Sua imensidão, seu mistério e sua eterna complexidade me fascinam. E embora ele seja objeto da minha eterna análise, só hoje compreendo que jamais o entenderei completamente. Confiar como segue seu curso, é portanto minha única chance de ser feliz ao seu lado. Dominá-lo é... impossível... E talvez nem seja meu real desejo.
Nas cartas do meu tarô, as dúvidas ao seu respeito já são assuntos rotineiros...
E embora eu seja essa mulher devotada, o TEATRO nunca foi meu amado amante fiel. Foram inúmeras contradições, batalhas perdidas, decepções fatais, dores de cotovelo eternas.Como uma droga altamente viciante, ele me domina e nunca me deixou dominá-lo completamente. E quanto mais ele acaba comigo, preciso a cada momento dele com mais e mais intensidade. É uma relação doentia - vocês diriam. Eu diria: é só assim que sei me relacionar com ele.
Quanto mais o TEATRO me vira as costas, mais eu corro e me jogo aos seus pés, implorando para que ele não saia da minha vida, que ele me dê mais essa última chance.
E assim vamos vivendo eternamente, cheios de últimas chances, de últimas vezes, de finais não felizes.
Processos vão, processos vêm, pessoas vão, pessoas vêm, namorados vêm e vão, amigos vêm e vão, desejos vem, desejos vão... mas eu e o teatro, meu amado amante, estamos sempre ali. Juntos, unidos, eternos, invioláveis.
FIM
Já tive fases de odiá-lo. De negá-lo até meu último fio de cabelo. De queimar suas roupas, de tentar ignorar sua existência na minha vida. Já quis matá-lo, e me enterrar junto com ele. Já quis transgredi-lo, abortá-lo, devotá-lo e até mesmo questionar sua real existência... mas ele sempre permaneceu em mim, como um órgão do meu corpo. Como uma marca de nascença - onipresente. Nem por um momento, desde que nos conhecemos tive dúvidas que ele seria meu amado amante e ficaria comigo, mesmo que eu o renegasse completamente. Já fazem 25 anos e ainda sinto a mesma emoção quando piso em seu tablado, quando me maquio para ele, quando projeto minha voz. Tenha uma pessoa ou cem testemunhando nosso ato de amor, eu sempre fico arrebatada com seu poder. O orgasmo que ele me proporciona é tão intenso que perco a linha... Às vezes meto os pés pelas mãos, às vezes erro tudo. Não sei controlar, não sei ser técnica, não consigo dominar a situação. Por isso sei que ele me nega, e talvez seja por isso que que não tenho sorte com ele. Juntos já vivemos perrengues homéricos, já passamos muita humilhação, muita dor e confusão. Já tivemos crises, sagas, causos... já experimentei todas as suas facetas, já lhe multipliquei por muitas partes.
Como amante não fui ciumenta ou egoísta. Lhe apresentei muitas pessoas. Muitas através de mim também se apaixonaram por ele, algumas até vivem como ele uma relação mais intensa que a minha. Não há culpa. Ou desculpa. Porque nossa relação é íntima, intransferível, inigualável. Única. E com seu amor intenso, seria surreal não compartilhá-lo.
Amo-o sem vaidade, sem ego. Amo porque é apenas ele me faz viver de verdade, intensamente, como a vida deve ser.
Sua imensidão, seu mistério e sua eterna complexidade me fascinam. E embora ele seja objeto da minha eterna análise, só hoje compreendo que jamais o entenderei completamente. Confiar como segue seu curso, é portanto minha única chance de ser feliz ao seu lado. Dominá-lo é... impossível... E talvez nem seja meu real desejo.
Nas cartas do meu tarô, as dúvidas ao seu respeito já são assuntos rotineiros...
E embora eu seja essa mulher devotada, o TEATRO nunca foi meu amado amante fiel. Foram inúmeras contradições, batalhas perdidas, decepções fatais, dores de cotovelo eternas.Como uma droga altamente viciante, ele me domina e nunca me deixou dominá-lo completamente. E quanto mais ele acaba comigo, preciso a cada momento dele com mais e mais intensidade. É uma relação doentia - vocês diriam. Eu diria: é só assim que sei me relacionar com ele.
Quanto mais o TEATRO me vira as costas, mais eu corro e me jogo aos seus pés, implorando para que ele não saia da minha vida, que ele me dê mais essa última chance.
E assim vamos vivendo eternamente, cheios de últimas chances, de últimas vezes, de finais não felizes.
Processos vão, processos vêm, pessoas vão, pessoas vêm, namorados vêm e vão, amigos vêm e vão, desejos vem, desejos vão... mas eu e o teatro, meu amado amante, estamos sempre ali. Juntos, unidos, eternos, invioláveis.
FIM
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
PATRIMÔNIO DESESPERANÇA
Não há bom humor na educação.
Não há chances reais na literatura.
Não há verdadeiro financiamento pra arte.
Não há fidelidade real no amor.
Não há como saciar essa fome de ócio.
Esse inteiro desejo de me entregar ao vício
Essa real depressão que cisma em imperar
O que me resta ?
Esperar
A vida assim passa sem esperança
Me inscrevendo sempre nos mesmos editais
Tentando crer que sou capaz
Fingindo que não creio nesta maldição de perdedora.
Tento persistir, busco palavras nas canções do rádio
nos comerciais da TV
no marketing urbano que estupra meus olhos.
Tento vivenciar assim...
... sem espancar num aluno pentelho
sem bater boca com o flanelinha ameaçador
sem me drogar ou me embebedar gastando o pouco que tenho.
Vou levando e juntando as moedas
Pra me endividar menos no mês vindouro
Sem analisar os sonhos ou escrever nos diários.
Tento não jantar, não tomar refrigerante
Na esperança desestimulante
De não engordar uma grama sequer.
Mas engordar é ser mulher, mulher depois dos 30, evidentemente.
Tento fingir uma honra decente
Criar uma expectativa e um otimismo ilusório
Mas nem as crianças acreditam mais em mim...
Então... sigo assim.
Ainda sem crer em política
sem fazer literatura
sem amar cegamente
sem esperar financiamento.
ANILIA
Não há chances reais na literatura.
Não há verdadeiro financiamento pra arte.
Não há fidelidade real no amor.
Não há como saciar essa fome de ócio.
Esse inteiro desejo de me entregar ao vício
Essa real depressão que cisma em imperar
O que me resta ?
Esperar
A vida assim passa sem esperança
Me inscrevendo sempre nos mesmos editais
Tentando crer que sou capaz
Fingindo que não creio nesta maldição de perdedora.
Tento persistir, busco palavras nas canções do rádio
nos comerciais da TV
no marketing urbano que estupra meus olhos.
Tento vivenciar assim...
... sem espancar num aluno pentelho
sem bater boca com o flanelinha ameaçador
sem me drogar ou me embebedar gastando o pouco que tenho.
Vou levando e juntando as moedas
Pra me endividar menos no mês vindouro
Sem analisar os sonhos ou escrever nos diários.
Tento não jantar, não tomar refrigerante
Na esperança desestimulante
De não engordar uma grama sequer.
Mas engordar é ser mulher, mulher depois dos 30, evidentemente.
Tento fingir uma honra decente
Criar uma expectativa e um otimismo ilusório
Mas nem as crianças acreditam mais em mim...
Então... sigo assim.
Ainda sem crer em política
sem fazer literatura
sem amar cegamente
sem esperar financiamento.
ANILIA
sábado, 22 de setembro de 2012
CASÓRIO, MUDANÇAS, ETC
Reclamo muito de não ter tempo, mas quando realmente surge um dia em que eu não precise fazer NADA, eu fico meio que palerma.
Não consigo me mexer, sair do lugar, sair do facebook. Vício maldito, facebook. Tenho um edital da PETROBRÁS pra escrever, para manutenção do grupo Gene Insanno. Acordei hoje pensando nele. Fiz xixi da manhã pensando nele. Só que não consigo me mobilizar nem pra entrar no site. O que é mais chato é que tenho (aliás deveria) ir no apartamento novo, pra terminar de pintar o armário e organizar pelo menos as roupas que estão dentro de sacos de lixo.
Pois é, vou me mudar pra quem não sabe. De Copa pra Copa mesmo. Só que perto do Cantagalo. Enfim, eu e Léo vamos experimentar a vida de casadinhos. E nosso casório está marcado: dia 05 de janeiro. Estou maluquinha, porque falta tudo ainda, mas pelo menos o salão está reservado e o Buffet, está com 10% pago.
Eu contratei uma amiga minha Júlia Pessoa pra ser minha cerimonialista e entrei numa de ficar visitando blogs de casamentos. Hoje já entrei em uns 10. Eles têm manias de escrever num estilo que parece que a gente tem 15 anos. Tudo muito rosa, muito cheiro de "fofinho", "gracinha", e extremamente caro. TUDO. Qualquer meia dúzia de rosas por cem reais. Eu estou de cara. Pra piorar resolvi casar na época em que viajar é caríssimo e não consegui sequer pensar em Lua de Mel. Minhas milhas expiraram (da American Arlines) e isso só agravou a minha situação.
Eu não escrevo mais nos blogs, não tenho tempo de fazer poesia e estou quase doida tentando produzir os 18 anos do GENE INSANNO que será dia 19 de outubro.
Ou seja, é muita coisa pra uma cabecinha só: casamento, mudança, festa do grupo, duas peças ensaiando...
E fiz um curso a puco tempo de passo a passo da publicação de um livro e tive idéias muito boas para realizar minha publicação. Só que infelizmente ainda não tive um real tempo de colocar a mão na massa.
Me pego sempre pensando no Casamento: é tão divertido e relaxante pensar em decoração... rsrsrs...
Bom tem umas fotos aqui que garimpei em uns blogs... vou postar pra rever depois.
Dicas? Quer me ajudar? É só de ligar, estou precisando de uma melhor amiga pra fazer meu chá de casa nova ! Alguém se habilita?
Não consigo me mexer, sair do lugar, sair do facebook. Vício maldito, facebook. Tenho um edital da PETROBRÁS pra escrever, para manutenção do grupo Gene Insanno. Acordei hoje pensando nele. Fiz xixi da manhã pensando nele. Só que não consigo me mobilizar nem pra entrar no site. O que é mais chato é que tenho (aliás deveria) ir no apartamento novo, pra terminar de pintar o armário e organizar pelo menos as roupas que estão dentro de sacos de lixo.
Pois é, vou me mudar pra quem não sabe. De Copa pra Copa mesmo. Só que perto do Cantagalo. Enfim, eu e Léo vamos experimentar a vida de casadinhos. E nosso casório está marcado: dia 05 de janeiro. Estou maluquinha, porque falta tudo ainda, mas pelo menos o salão está reservado e o Buffet, está com 10% pago.
Eu contratei uma amiga minha Júlia Pessoa pra ser minha cerimonialista e entrei numa de ficar visitando blogs de casamentos. Hoje já entrei em uns 10. Eles têm manias de escrever num estilo que parece que a gente tem 15 anos. Tudo muito rosa, muito cheiro de "fofinho", "gracinha", e extremamente caro. TUDO. Qualquer meia dúzia de rosas por cem reais. Eu estou de cara. Pra piorar resolvi casar na época em que viajar é caríssimo e não consegui sequer pensar em Lua de Mel. Minhas milhas expiraram (da American Arlines) e isso só agravou a minha situação.
Eu não escrevo mais nos blogs, não tenho tempo de fazer poesia e estou quase doida tentando produzir os 18 anos do GENE INSANNO que será dia 19 de outubro.
Ou seja, é muita coisa pra uma cabecinha só: casamento, mudança, festa do grupo, duas peças ensaiando...
E fiz um curso a puco tempo de passo a passo da publicação de um livro e tive idéias muito boas para realizar minha publicação. Só que infelizmente ainda não tive um real tempo de colocar a mão na massa.
Me pego sempre pensando no Casamento: é tão divertido e relaxante pensar em decoração... rsrsrs...
Bom tem umas fotos aqui que garimpei em uns blogs... vou postar pra rever depois.
Dicas? Quer me ajudar? É só de ligar, estou precisando de uma melhor amiga pra fazer meu chá de casa nova ! Alguém se habilita?
sábado, 11 de agosto de 2012
sobre trabalho
NÃO SOU WORKHOLLICK, SOU WORKLOVER...
Trabalhar é meu desejo. E meu desejo é meu maior prazer...
Trabalhar é meu desejo. E meu desejo é meu maior prazer...
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Meus temores não são tolices...
Meus temores não são tolices, são esquisitices, são momentos de me rever...
Meus temores não são crendices, são cretinisses, são sem nada a ver...
Meus temores não são crendices, são cretinisses, são sem nada a ver...
Toda Errada
Eu devo ser mesmo muito complicada,
Devo ser mesmo muito pirada,
Muito mal amada,
Muito desligada.
Eu não devo saber nada,
Estar por fora, estar parada,
Eu ando mesmo meio estressada, muito cansada,sem tempo pra nada.
e estou despercebida, meio longe da saída,
totalmente desprevinida. Definitivamente de mal com a vida.
Às vezes eu sou mesmo assim, e nasci assim
Como a modinha de "Gabriela".
Nunca mudei, nunca fui diferente,
Só fingia de inocente de ser igual a toda a gente.
Posso virar mais responsável,
Um ser mais confiável,
Não alguém tão desprezivel.
Poderei me achar normal e não alguém incrível.
e vou me descobrir perecível.
Posso descobrir que QUERO ser só,
E ser igual a minha avó
como você vive me dizendo...
Virar pensanmento, virar instante
Virar palavra doce , de amor e carinho
E não ser esse desalinho, essas LINHAS tão emaranhadas.
Eu posso deixar de ser NADA.
Posso um dia virar alguém?? Alguém com grana, importante.
Posso me preencher bastante..
Posso descobrir que você nunca me amou,
ou que você me ama ainda...
... ou que pode vir me amar um dia.
Ou ao contrário disso tudo:
descobrir que nunca te amei de fato,
Que foi meu complexo estado
De sempre me apaixonar errado.
Sou mesmo esse poço de defeitos:
nervosa, descompensada, mandona, caretassa!
Sensível, acusadora, fria, manipuladora...
Chorona,assexuada, teimosa, insensata.
Quero mudar o mundo,
mas não quero que o mundo me mude,
Quero mexer em tudo, mas sem ter outra atitude.
E se você me quer assim mesmo,
Podemos ficar juntinhos,
ao contrário, segue teu caminho,
pois não suporto mais suas criticas tão cruéis.
Te escondi os meus defeitos,
Te criei um mundo perfeito
Te transformei todo prá mim... mas veja bem,
Isso não funciona mais assim
Agora já viste minha face, podre, feia, errada
E sem paciência pra nada - mudou seu amor por mim.
E mesmo sendo tão horrível assim,
o que espero de verdade,
e sair dessa ainda mais forte,
com toda personalidade,
Sem gritos, sem dor, sem alarde...
azar ou sorte ?
Quando vislumbro uma ilha no meio desse oceano,
Descubro que ela é miragem ou banco de areia...
Quando me dou pra despreocupar, os problemas caem às pencas.
Quando estou certa que sou vencedora, a derrota arrota na minha cara.
Será azar ou sorte as coisas nunca saírem como planejo?
Será essa pouca fé na vida
Ou esse cansaço que não descansa nunca ?
Quando quero parir, sou estéril
Quando quero juntar, sou desunião
Quando quero, quero, quero
Ou não devo, ou não mereço, ou não entendo.
Forte, ser forte.
Ter tempo.
Ter sorte.
Quando o vento desvia o leme
E vamos sendo levados pra longe
Daquele destino que já traçamos...
Não sabemos se foi sorte ou azar
nem se queremos continuar.
Nos perdemos neste novo caminho
Sem saber se esse desvio é justo,
foi o melhor, foi o pior - apenas foi e pronto
E agora devemos nos conformar.
Forte, azar, sorte
O remédio é continuar.
Descubro que ela é miragem ou banco de areia...
Quando me dou pra despreocupar, os problemas caem às pencas.
Quando estou certa que sou vencedora, a derrota arrota na minha cara.
Será azar ou sorte as coisas nunca saírem como planejo?
Será essa pouca fé na vida
Ou esse cansaço que não descansa nunca ?
Quando quero parir, sou estéril
Quando quero juntar, sou desunião
Quando quero, quero, quero
Ou não devo, ou não mereço, ou não entendo.
Forte, ser forte.
Ter tempo.
Ter sorte.
Quando o vento desvia o leme
E vamos sendo levados pra longe
Daquele destino que já traçamos...
Não sabemos se foi sorte ou azar
nem se queremos continuar.
Nos perdemos neste novo caminho
Sem saber se esse desvio é justo,
foi o melhor, foi o pior - apenas foi e pronto
E agora devemos nos conformar.
Forte, azar, sorte
O remédio é continuar.
sábado, 16 de junho de 2012
A lição do otimismo
... é, pois é.
O resultado saiu e não ganhamos. Era um prêmio de teatro dado pela prefeitura (FATE), 600 mil para realizarmos um projeto do Caio Fernando Abreu. Fiquei triste, chorei um pouquinho, mas não fiz nenhum discurso de derrota.
Mas o mais importante de tudo, é que de certa forma isso me ensinou uma lição. Uma lição muito importante.
Assim que o resultado saiu prévio, dos classificados para defesa, eu estava incrédula. Não achava possível ganharmos. Como assim 600 mil? Como assim ? Não conheço ninguém, não bajulo ninguém, não tenho nada... quem sou eu no jogo do bicho? Mas depois... nessa espera interminável, e logo depois da defesa... comecei a achar que ganhar era uma possibilidade, e aceitei a vitória. Aceitei e fazia planos. Tinha quase certeza ontem, por exemplo que a gente ia ganhar.
Isso foi muito especial. Eu nunca acreditei, aliás, há muito tempo eu não acredito plenamente na vitória com medo do resultado ser uma decepção total e eu ficar MAL, muito mal. Mas a lição disso tudo, foi esta: não fiquei mal, muito mal. Foi incrível. E posso dizer que não esperava DERROTA. Esperava ganhar. Não esperava perder.
Não sei se é consciência limpa que fizemos o possível;
Não sei se de fato esperar o melhor e tentar fazer o melhor SEMPRE deixa essa sensação boa mesmo.
Preferiria acreditar na segunda hipótese. Assim, na próxima chance, VOU ser otimista de VERDADE, desde o início. Vou fazer uma programação mental e desejar - sem medo de cair, perder, me fuder.
Nada restou, só uma dívida de R$ 1.000 no banco e essa reflexão. Uma reflexão de que é melhor pensar positivo, que negativo. E ganhar, pode sim, fazer parte.
ANILIA
O resultado saiu e não ganhamos. Era um prêmio de teatro dado pela prefeitura (FATE), 600 mil para realizarmos um projeto do Caio Fernando Abreu. Fiquei triste, chorei um pouquinho, mas não fiz nenhum discurso de derrota.
Mas o mais importante de tudo, é que de certa forma isso me ensinou uma lição. Uma lição muito importante.
Assim que o resultado saiu prévio, dos classificados para defesa, eu estava incrédula. Não achava possível ganharmos. Como assim 600 mil? Como assim ? Não conheço ninguém, não bajulo ninguém, não tenho nada... quem sou eu no jogo do bicho? Mas depois... nessa espera interminável, e logo depois da defesa... comecei a achar que ganhar era uma possibilidade, e aceitei a vitória. Aceitei e fazia planos. Tinha quase certeza ontem, por exemplo que a gente ia ganhar.
Isso foi muito especial. Eu nunca acreditei, aliás, há muito tempo eu não acredito plenamente na vitória com medo do resultado ser uma decepção total e eu ficar MAL, muito mal. Mas a lição disso tudo, foi esta: não fiquei mal, muito mal. Foi incrível. E posso dizer que não esperava DERROTA. Esperava ganhar. Não esperava perder.
Não sei se é consciência limpa que fizemos o possível;
Não sei se de fato esperar o melhor e tentar fazer o melhor SEMPRE deixa essa sensação boa mesmo.
Preferiria acreditar na segunda hipótese. Assim, na próxima chance, VOU ser otimista de VERDADE, desde o início. Vou fazer uma programação mental e desejar - sem medo de cair, perder, me fuder.
Nada restou, só uma dívida de R$ 1.000 no banco e essa reflexão. Uma reflexão de que é melhor pensar positivo, que negativo. E ganhar, pode sim, fazer parte.
ANILIA
terça-feira, 5 de junho de 2012
DISCURSO DE DERROTA
São exatamente meia noite e chegando do trabalho me pego no elevador sozinha, ensaiando um nobre discurso de derrota. Não, Não, Não, Não, Não... mil vezes não. Não pode ser assim.
Estou tão acostumada a perder, perder justamente, perder injustamente, perder com classe, com honra, com raiva... que acho estranho ganhar. Fico me perguntando se o pódium é mesmo meu lugar.
Estava falando assim, sozinha: "Pois é pessoal, não fiquem tristes porque perdemos, porque chegar até aqui, já foi uma vitória. Olhem pra trás, e vejam onde chegamos ..." - COMO ASSIM ?? - Devo apenas mencionar para vocês leitores se situarem, que o resultado ainda não saiu ! (risos) Como assim, ensaiar um discurso de derrota, se o resultado ainda não saiu ?... BEM... Não admito isso pra ninguém, afinal esse é meu pequeno segredo, meu segredo malígno, mas... confesso que sou uma pessimista. Estou abrindo minha alma, porque eu digo sempre pra todo mundo que sou OTIMISTA, mas secretamente, sempre ensaio meu discurso de derrota. Secretamente, sempre me justifico, sempre busco defeitos nas realizações, nas peças, nos projetos - arrumo defeitos, para não ter que admitir que talvez numa remota hipótese eu tenha que ganhar. Talvez, numa remota hipótese, eu seja imbatível. Eu seja vencedora.
É que pra quem inúmeras vezes perdeu, ganhar é tão... inédito. Desacostumei. Fiquei lembrando, ou tentando lembrar, quando não tinha disputa. Quando nesse mundo de teatro o "realizar" simplesmente já era vitória. Não tinha editais, não tinha festivais, não tinha testes. Só tinha o fazer. Era sem dúvida mais divertido, mais completo, com mais auto estima, mais dignidade. Porque diante de tanta competição e derrotas sucessivas, a auto estima de qualquer um vai parar no pé. Terrível, mas quem é do 'meio' sabe.
Eu comecei a duvidar da minha capacidade para fazer teatro, do meu talento, da minha vocação. Comecei a duvidar se gosto mesmo disso, ou se é mera vaidade. Mas daí... daí comecei a ver que na disputa, o "juri" nunca é totalmente isento, totalmente imparcial. Comecei a perceber que a vitória não ia para os melhores, mas para os mais populares, os conhecidos, os protegidos, os politicamente corretos. Mas a minha arte, o meu teatro não é, nunca foi e nunca será politicamente correto. Não sou popular, ao contrário. Não conheço ninguém, e, tirando a minha avó, ninguém me protegeu até hoje - nem pai, nem mãe.
Saí do elevador pensando em escrever sobre isso no BLOG. Pensando que assim como eu, muita gente também ENSAIA DISCURSO DE DERROTA, sem sequer saber o resultado. O medo de ganhar, as vezes, é maior que o medo de perder. Ganhar é assumir responsabilidades, é ter que realizar, é conviver, aceitar, engolir alguns sapos e dragões. Ganhar é 'deixar de ganhar' em outros aspectos: não ter ninguém pra pôr a culpa, não ter que achar defeitos, e dependendo, pode ser até 'deixar de evoluir', porque depois da vitória, não há mais degraus na escada para subir- já alcançamos a meta.
Mas eu me recuso HOJE (ou quase amanhã, pois passa da meia noite agora), a fazer esse discurso inútil. Inútil, porque dessa vez vou ganhar. Vamos ganhar. Todos. Merecemos, lutamos como nunca, brigamos e como em poucas vezes, trabalhamos unidos. Continuar unidos é consequencia, permanecer na vitória depende da nossa trajetória.
E, finalizando, sem parecer que este é o início de um discurso derrotista, queria apenas colocar, que, realmente, já É vitória chegar até aqui, realmente. Independente de resultado, somos vitoriosos.
Hoje com orgulho, falei assim para uma conhecida: "Vivo de teatro, exclusivamente de teatro. Dou aula de teatro, produzo, dirijo, escrevo, filmo, edito, ensaio, respiro... teatro, sou uma das poucas, que LITERALMENTE vive da profissão." E vendo quantos e quantos amigos de teatro, cheios de talento que viraram... operadores de telemarketing, vendedores de loja, tosadores de pet shop, jornalistas, cerimonialistas de casamento, radialistas, professores de história, agentes de marketing, advogados e até polícia civil, é com um certo orgulho que posso dizer que pelo menos UMA vitória foi primordial nesta minha vida: continuar tentando e conseguindo, apesar de tantas derrotas, até hoje, viver de arte.
ANILIA
Estou tão acostumada a perder, perder justamente, perder injustamente, perder com classe, com honra, com raiva... que acho estranho ganhar. Fico me perguntando se o pódium é mesmo meu lugar.
Estava falando assim, sozinha: "Pois é pessoal, não fiquem tristes porque perdemos, porque chegar até aqui, já foi uma vitória. Olhem pra trás, e vejam onde chegamos ..." - COMO ASSIM ?? - Devo apenas mencionar para vocês leitores se situarem, que o resultado ainda não saiu ! (risos) Como assim, ensaiar um discurso de derrota, se o resultado ainda não saiu ?... BEM... Não admito isso pra ninguém, afinal esse é meu pequeno segredo, meu segredo malígno, mas... confesso que sou uma pessimista. Estou abrindo minha alma, porque eu digo sempre pra todo mundo que sou OTIMISTA, mas secretamente, sempre ensaio meu discurso de derrota. Secretamente, sempre me justifico, sempre busco defeitos nas realizações, nas peças, nos projetos - arrumo defeitos, para não ter que admitir que talvez numa remota hipótese eu tenha que ganhar. Talvez, numa remota hipótese, eu seja imbatível. Eu seja vencedora.
É que pra quem inúmeras vezes perdeu, ganhar é tão... inédito. Desacostumei. Fiquei lembrando, ou tentando lembrar, quando não tinha disputa. Quando nesse mundo de teatro o "realizar" simplesmente já era vitória. Não tinha editais, não tinha festivais, não tinha testes. Só tinha o fazer. Era sem dúvida mais divertido, mais completo, com mais auto estima, mais dignidade. Porque diante de tanta competição e derrotas sucessivas, a auto estima de qualquer um vai parar no pé. Terrível, mas quem é do 'meio' sabe.
Eu comecei a duvidar da minha capacidade para fazer teatro, do meu talento, da minha vocação. Comecei a duvidar se gosto mesmo disso, ou se é mera vaidade. Mas daí... daí comecei a ver que na disputa, o "juri" nunca é totalmente isento, totalmente imparcial. Comecei a perceber que a vitória não ia para os melhores, mas para os mais populares, os conhecidos, os protegidos, os politicamente corretos. Mas a minha arte, o meu teatro não é, nunca foi e nunca será politicamente correto. Não sou popular, ao contrário. Não conheço ninguém, e, tirando a minha avó, ninguém me protegeu até hoje - nem pai, nem mãe.
Saí do elevador pensando em escrever sobre isso no BLOG. Pensando que assim como eu, muita gente também ENSAIA DISCURSO DE DERROTA, sem sequer saber o resultado. O medo de ganhar, as vezes, é maior que o medo de perder. Ganhar é assumir responsabilidades, é ter que realizar, é conviver, aceitar, engolir alguns sapos e dragões. Ganhar é 'deixar de ganhar' em outros aspectos: não ter ninguém pra pôr a culpa, não ter que achar defeitos, e dependendo, pode ser até 'deixar de evoluir', porque depois da vitória, não há mais degraus na escada para subir- já alcançamos a meta.
Mas eu me recuso HOJE (ou quase amanhã, pois passa da meia noite agora), a fazer esse discurso inútil. Inútil, porque dessa vez vou ganhar. Vamos ganhar. Todos. Merecemos, lutamos como nunca, brigamos e como em poucas vezes, trabalhamos unidos. Continuar unidos é consequencia, permanecer na vitória depende da nossa trajetória.
E, finalizando, sem parecer que este é o início de um discurso derrotista, queria apenas colocar, que, realmente, já É vitória chegar até aqui, realmente. Independente de resultado, somos vitoriosos.
Hoje com orgulho, falei assim para uma conhecida: "Vivo de teatro, exclusivamente de teatro. Dou aula de teatro, produzo, dirijo, escrevo, filmo, edito, ensaio, respiro... teatro, sou uma das poucas, que LITERALMENTE vive da profissão." E vendo quantos e quantos amigos de teatro, cheios de talento que viraram... operadores de telemarketing, vendedores de loja, tosadores de pet shop, jornalistas, cerimonialistas de casamento, radialistas, professores de história, agentes de marketing, advogados e até polícia civil, é com um certo orgulho que posso dizer que pelo menos UMA vitória foi primordial nesta minha vida: continuar tentando e conseguindo, apesar de tantas derrotas, até hoje, viver de arte.
ANILIA
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
CAMINHO
Será mesmo que estou no melhor caminho? Será este o caminho certo? O que devo seguir?
As vezes penso que ando sobre uma linha suspensa no ar, presa pelas duas pontas do meu orgulho. É por isso que este caminho é bambo, é incerto, é tão desigual.
Ando, ando e não olho pra traz. E quem sabe não é esse meu problema. Quem sabe apenas olhando pra traz eu possa entender os erros dos passos já dados.
Nada me estimula e eu sinto que perco as forças. Sinto que já não caminho com tanta certeza, com tanto vigor. Não sei se estou ficando velha, ou se é apenas essas porradas da vida que levo.
Essa estrada é tão cheia de buracos e barrancos, é tão batida e sofrega...
As vezes penso que ando sobre uma linha suspensa no ar, presa pelas duas pontas do meu orgulho. É por isso que este caminho é bambo, é incerto, é tão desigual.
Ando, ando e não olho pra traz. E quem sabe não é esse meu problema. Quem sabe apenas olhando pra traz eu possa entender os erros dos passos já dados.
Nada me estimula e eu sinto que perco as forças. Sinto que já não caminho com tanta certeza, com tanto vigor. Não sei se estou ficando velha, ou se é apenas essas porradas da vida que levo.
Essa estrada é tão cheia de buracos e barrancos, é tão batida e sofrega...
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
2012 COISAS POR FAZER
NÃO ACREDITO EM GRANDES MUDANÇAS SEM GRANDES SACRIFÍCIOS.
Não acredito que vou ficar rica da noite do pro dia. Ou famosa da noite pro dia. Não acredito em verdades universais. Nem em pessoas preconceituosas. Não acredito em desgraça. Não acredito que tem um mal que sempre dure, nem um bem que nunca se acabe. Não acredito mais em amor eterno. Não acredito que o o popular seja ruim, ou feio. Não acredito mais em amor à primeira vista. Ou em sorte. A sorte não existe. A SORTE É QUANDO A PREPARAÇÃO ENCONTRA A OPORTUNIDADE.
Não acredito em lista de metas do Ano Novo. Ha, ha, ha... esse ano descobri que nem acredito em ANO NOVO. Quem disse que o ano é novo? Na China que é o país mais populoso do mundo, o ano novo é outro dia do ano. E os judeus também não comemoram ano novo. Quem disse que estamos há 2012 anos do nascimento de CRISTO? E porque temos que comemorar seu aniversário? Qual o sentido de vestir branco? E ficarmos todos juntos se abraçando há meia noite? Além do mais estamos no horário de verão, meia noite aqui no Rio, vai ser de verdade onze horas. Qual o sentido de tomar banho de mar, de ver fogos? Porque não posso por uma roupa velha, calçar um sapato de palhaço? Achar que é carnaval? Para mim o CARNAVAL FAZ BEM MAIS SENTIDO.
De qualquer forma tenho 2012 coisa pra fazer essa ano, sem sacanagem.
Por mais que eu evolua não acho que evoluí o suficiente. Mas ainda há pouco, me veio essa frase que me tira da angústia e me faz ter mais paciência: não há grandes mudanças sem grandes sacrifícios. Tenho que me sacrificar mais, abrir mais a mão. Não estou de fato abrindo o suficiente. Estou trabalhando muito e tendo um retorno pequeno. MUITO ESFORÇO, POUCO RESULTADO. Consequentemente trabalho dobrado.
Vai ser diferente.
Embora não acredito em promessas de ano novo, que sequer é novo, que sequer é ano...
( o ano é apenas uma convenção de tempo inventada a poucos séculos atrás ), prometo pra mim, pras pessoas, pro mundo que esse ano vai de diferente. Vou me analisar diferente, trabalhar diferente. Com uma dinâmica linda e melhor. Mais saudável.
A propósito, não conheci ninguém que tenha ganhado na mega sena da virada. Vocês conheceram ??
ANILIA
Não acredito que vou ficar rica da noite do pro dia. Ou famosa da noite pro dia. Não acredito em verdades universais. Nem em pessoas preconceituosas. Não acredito em desgraça. Não acredito que tem um mal que sempre dure, nem um bem que nunca se acabe. Não acredito mais em amor eterno. Não acredito que o o popular seja ruim, ou feio. Não acredito mais em amor à primeira vista. Ou em sorte. A sorte não existe. A SORTE É QUANDO A PREPARAÇÃO ENCONTRA A OPORTUNIDADE.
Não acredito em lista de metas do Ano Novo. Ha, ha, ha... esse ano descobri que nem acredito em ANO NOVO. Quem disse que o ano é novo? Na China que é o país mais populoso do mundo, o ano novo é outro dia do ano. E os judeus também não comemoram ano novo. Quem disse que estamos há 2012 anos do nascimento de CRISTO? E porque temos que comemorar seu aniversário? Qual o sentido de vestir branco? E ficarmos todos juntos se abraçando há meia noite? Além do mais estamos no horário de verão, meia noite aqui no Rio, vai ser de verdade onze horas. Qual o sentido de tomar banho de mar, de ver fogos? Porque não posso por uma roupa velha, calçar um sapato de palhaço? Achar que é carnaval? Para mim o CARNAVAL FAZ BEM MAIS SENTIDO.
De qualquer forma tenho 2012 coisa pra fazer essa ano, sem sacanagem.
Por mais que eu evolua não acho que evoluí o suficiente. Mas ainda há pouco, me veio essa frase que me tira da angústia e me faz ter mais paciência: não há grandes mudanças sem grandes sacrifícios. Tenho que me sacrificar mais, abrir mais a mão. Não estou de fato abrindo o suficiente. Estou trabalhando muito e tendo um retorno pequeno. MUITO ESFORÇO, POUCO RESULTADO. Consequentemente trabalho dobrado.
Vai ser diferente.
Embora não acredito em promessas de ano novo, que sequer é novo, que sequer é ano...
( o ano é apenas uma convenção de tempo inventada a poucos séculos atrás ), prometo pra mim, pras pessoas, pro mundo que esse ano vai de diferente. Vou me analisar diferente, trabalhar diferente. Com uma dinâmica linda e melhor. Mais saudável.
A propósito, não conheci ninguém que tenha ganhado na mega sena da virada. Vocês conheceram ??
ANILIA
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