sexta-feira, 25 de setembro de 2020

 Minha Luz


Como não te amar,  perfeição?

Como não chorar toda vez que te olho?

Como mesurar o tamanho disso tudo que sinto e expressar esse TODO em palavras tão pequenas?

Como te olhar e não me ver, não ver minha história e trajetória,

Como ser outra mulher pra você me amar também assim?

Como não conter o riso e choro que se misturam dentro de mim?

Como eu pude duvidar

que um dia eu te amaria

que um dia você seria

a razão da minha existência?

Como explicar esses olhos nos meus olhos e a nossa experiência

de sermos juntas e uma só por nove meses, e dividirmos o mesmo sangue

ouvirmos juntas o coração uma da outra, e partilhamos esse amor...

Eu nunca esperava isso tudo,

Eu não conhecia o mundo,

eu não sabia era NADA.

Eu era uma boba, vivia ocupada, vivia me ocupando, me desculpando

com coisas que julgava importantes...

Hoje nada é mais como antes!

As mil azias tantas vezes 

O peito  dolorido sem leite

As agulhas por nove meses

As costas em frangalhos

A preocupação cinza e o nervo exposto

Eu passaria tudo de novo

pra te segurar por meio segundo!

É mesmo o maior AMOR do mundo...

Como descrever 

essa vontade de morrer

essa vontade de viver

essa vontade de te pôr de volta na barriga

Pra reviver esses dias todos de novo

E sentir tudo novo, porque depois de muito tempo anestesiada,

Essa força vem do nada, uma força que é uma dor, uma dor que nunca passa...

...mas agora eu estou sentido de novo! E de novo, e de novo, e de novo!

Eu sinto MUITO, sinto de novo, um novo amor, um novo sentimento, um novo momento, um novo normal...

Um ciclo que se inicia, que condena tudo que havia

que me deixa com tanto medo de errar, de vacilar

que como moto contínuo me impele e me conduz

A um caminho sem placas ou mapas,

mas um caminho de muita LUZ.