terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Se o amor e a emoção andam juntos...


É realmente curioso como nos interessamos pela dor-de-cotovelo alheia. Sempre queremos saber de mais um caso, quem chutou quem, quem deu porrada em quem, quem traiu quem, quantas amantes fulano tem, quantos meses em depressão sicraninha ficou. Sadismo moral, vocês dirão, mas o fato é que apenas o amor, e tudo aquilo que é relativo à ele, invariávelmente sempre nos trarão essa sensação única de estarmos vivos. E como nem quase todo mundo se sente sempre "apaixonado" a toda hora e todo momento em ápices de paixão, é natural que nos agarremos aos amores e paixões alheiras, como vampiros a sugar-lhes todo o ar e sangue vital.
É assim que eu me sinto, toda vez que pergunto como uma vizinha fofoqueira: "e aí ele voltou:" ou, " então, ela o perdoou:" ou pior ainda : " Não acredito que eles se traiam mutuamente!!!".
E, de verdade, ouvindo algumas histórias não tão verdadeiras, sinto que minha própria estória é sem-graça, sem-sal, sem qualquer novidade. E juro que se não tivesse uma vida já um tanto calejada nessas estradas da paixão, juro, que já teria partido prá outra, já teria caído nos braços de um boyzinho qualquer, ou um coroa pervertido. E teria invetado amores impossíveis, casos complicados, amantes hollywdianos. Se não fiz isso até hoje, é que talvez, (veja bem talvez!) eu tenha descoberto que boa parte dos nossos GRANDES AMORES, não são tão reais assim. Muita coisa a gente inventa, muita coisa a gente se desilude, muita coisa é dramatização. Tudo bem que tem coisas realmente grandes, como grandes amores e grandes sacrifícios, mas a maioria de fato, está na nossa cabeça. Fica legal só na história, porque tudo é mais ou menos 'história' mesmo, entende :: Não abandono a minha história pra viver outra, porque a minha pode não ser tão interessante, mas pelo menos eu sei que ela é real. Não há grandes "porradas", grandes beijos, grandes emoções, grandes traições, mas é a pequena, viável e interessante estória que me propus a viver até então.

Sei que não posso contar nada de novo, nada de muito viceral. E por isso não tenho mais inspiração ou hemorragia de um coração que não pára de sangrar. Por isso as pessoas não vão ler essas poesias metafísicas ou enquadradas, porque a maioria quer mesmo é se identificar com um caso de amor mal resolvido, com o abandono, a perda, as músicas de corno, as poesias de dor-de-cotovelo. Por que essa dor é humana, e refletindo agora, posso afirmar que talvez seja a única dor que nos une. A única a qual nos identificamos e nos identificaremos para sempre.

A única dor realmente interessante é a dor de amor, as demais são incrivelmente chatas e monótonas.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

domingo, 21 de fevereiro de 2010

loucos todos loucos

Sou louca, ela é louca, todos nós somos loucos.
Ou temos nosso momento de loucura.
Eu não quero mais viver nesse hospício, o que eu quero é poder ser livre, e me livrar de tudo que pareça insanno.
Ela me tranca dentro do meu próprio pensamento, dentro da minha própria casa fico incomunicável. Eu não quero mais ter essa relação doentia.
Não posso ligar, não posso falar, não posso mais ser. Não me sinto mais ninguém, ninguém aceitável, ninguém interessante ou legal. Deixei de ser eu, e não me encontro mais.
Essa loucura que emerge as vezes em mim, me faz fazer coisas horriveis, coisas das quais me envergonho. Não sei se é mesmo insanidade, ou se é pura vontade fugir daqui. Ir prá um lugar muito longe e distante da minha realidade. Essa realidade bagunçada, podre, de minhões de roupas velhas e cacarias. Milhões de panelas velhas e trecos, e potes sem tampas e quadros... nos sufocamos. Eu sufoco ela, e ela me sufoca. Eu quero que ela entenda que talvez, seja minha vez de ser alguém, de ter algo, de fazer alguma coisa que preste ao menos uma vez na vida.
Somos reféns.
Quem é o algoz e quem é a vítima, isto é outra história. Uma história que desconfio nem ser dessa encarnação. É óbvio que sou eu quem sofre mais com isso tudo. Sou mais sucestível à chantagens emocionais - e de chantagem, ela é expert, professora, digamos assim.
Também aprendi seus truques, mas de qualquer maneira, ela ainda é melhor, e consegue me fazer sofrer, chorar e me descabelar de uma maneira que ninguém jamais faria, ou nada.
Talvez apenas um filho, um filho que ainda não tive e que jamais vou ter.
É insuportável perceber que ela tranca sua comida, tranca porcarias, tranca o telefone, tranca seu rádio, tranca seu coração, sua alegria, sua vitalidade, sua vida inteira nesse quarto. Tranca e leva sempre a chave. Assim, vivemos nessa casa, de fato como duas famílias distintas : ela no seu mundo caótico, eu no meu mundo de ilusão.
Qual é a mais doente e mais louca - esta é a questão, nossa derradeira questão.
O que eu sinto com tudo isso, é que jamais poderei retornar ao colo dela. Jamais nos olharemos como cumplices e com aquele amor que era tão poderoso. Nunca mais ela vai me colocar no chão da sala, onde olharemos as estrelas pela janela e rezarei o anjo da guarda.
O que eu sinto com tudo isso, é que cada dia nos perdemos mais e cada dia sua alma escapa entre meus dedos. Não há dúvidas ou qualquer questionamento que nossa separação é breve, embora esse não seja seu desejo - e nem meu.
Inclusive, não imagino minha vida sem ela, porque afinal, toda a minha vida teve um único e breve significado : dar-lhe orgulho. Mas é invitável e dolorido. Inevitável = o que não pode se evitar.
O quanto de loucura ainda existe em cada uma de nós - não sei. Mas a minha está no limite. Um limite intolerável.

anih

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Em homenagem ao nordeste, e seu povo que fala "bunitinho", eu vou postar esse e-mail que recebi para compartilhar... acabei de vir de longas férias do nordeste e posso dizer que foi tudo que eu esperava e mais um pouco....
EU AMO O NORDESTE, SUAS PRAIAS LINDAS E SEU POVO MARAVILHOSO... acho que sou meio nordestina também...

Nordestinês


Nordestino não fica solteiro, ele fica solto na bagaceira!
Nordestino quando se empolga, fica com a mulesta dos cachorros!

Nordestino não bate, ele 'senta-le' a mãozada!
Nordestino não sai pra farra... ele sai pro muído, pra bagaça!
Nordestino não bebe um drink, ele toma uma!
Nordestino não é sortudo, ele é cagado!

Nordestino não corre, ele dá uma carreira!
Nordestino não malha dos outros, ele manga!
Nordestino não conversa, ele resenha!
Nordestino não toma água com açúcar, ele toma garapa!

Nordestino não percebe, ele dá fé!
Nordestino não sai apressado, ele sai desembestado!
Nordestino não aperta, ele arroxa!

Nordestino não dá volta, ele arrudeia!
Nordestino não espera um minuto, ele espera um pedacinho!
Nordestino não é distraído, ele é avoado, apombaiado!

Nordestino quando está irritado com alguém que fica diz: Homi largue de frangagem!
Nordestino não fica com vergonha, ele fica encabulado, todo errado!

Nordestino não passa a roupa, ele engoma a roupa!
Nordestino não ouve barulho, ele ouve zuada!
Nordestino não acompanha casal de namorados, ele segura vela!
Nordestino não rega as plantas, ele 'agoa' as plantas.
Nordestino não quebra algo, ele torra!

Nordestino não é esperto, ele é desenrolado!
Nordestino não é rico, ele é um cabra estribado!
Nordestino não é homem, ele é macho!

Nordestino não pede almoço, ele pede pra cumê

Nordestino não lancha, merenda!
Nordestino não fica cheio quando come, ele enche o bucho!
Nordestino não dá bronca, dá carão!
Nordestino não tem diarréia, tem caganeira!

Nordestino não tem mau cheiro nas axilas, ele tem suvaqueira!
Nordestino não tem perna fina, ele tem dois cambitos!
Nordestino não é mulherengo, ele é raparigueiro!

Nordestino não se dá mal, ele se lasca todinho!
Nordestino não é cheio de frescura, é chei de pantim!

Nordestino não pula, dá pinote!
Nordestino não fica bravo, fica com a gota serena!

Nordestino não é malandro, é cabra de pêia!
Nordestino não fica apaixonado, ele arrêia os pneus todiinho!...

soltos pensamentos


" Não acredito em astrologia, sou sagitariano , e por isso sou cético." - Artur C. Clark


" Só dizemos sim ou não no casamento e ainda assim as vezes erramos..."


" O artista é pacifista mesmo quando seu ato é revolucionário."


" Quem muito pensa pouco faz."