domingo, 12 de julho de 2009

Do ser mitológico - atrasado

Não curto muito colocar coisas que não são minhas aqui no blog, mas embora muitos tenham escrito sobre o Michael Jackson, só agora, quase um mês de sua morte tenho pensado e refletido sobre o ícone pop.
Hoje, mais uma vez recebi por e-mail uma texto sobre ele, do Tony Bellotto. O Tony, músico como é, escreveu sensívelmente sobre o outro músico, que como sublinham as piadas mais ácidas : nasceu negro, virou branco e morreu cinza.
Só prá não me tornar uma alienígena nesse assunto que moveu o mundo e abalou as estruturas e paradas musicais, transcreverei aqui o texto que eu considerei um dos mais sensíveis a respeito de MJ :

Free at last!
Do ser mitológico diz-se que nasceu em meados do século XX. E que, tendonascido homem, foi aos poucos transformando-se numa mulher. No fim,tornou-se um ser de aspecto hermafrodita, com sexualidade indefinível.Sabe-se que o ser mitológico nasceu negro e morreu branco. Foi, nainfância, um adulto: compromissos profissionais, responsabilidades,obrigações e pressão foram experimentados desde cedo em doses altas. Namaturidade, tornou-se uma criança: gostava de brincar, passear emcarrosséis e montanhas russas, ter crianças por perto e jamais compreendeuexatamente do que se tratava o tal "mundo dos adultos".Do ser mitológico diz-se que foi acusado de abusar sexualmente de crianças,o que nunca se comprovou. O que se sabe com certeza é que foi brutalmenteespancado pelo pai, na infância, e submetido por este a tortura e pressãopsicológicas. É comprovado que durante sua existência o ser mitológicoajudou crianças pobres e doentes, não só com dinheiro, mas com carinho ecompreensão verdadeiros. Com essas crianças comunicava-se da mesma formacom que são Francisco de Assis conversava com passarinhos.Do ser mitológico compreende-se que revolucionou a música pop mundial aoelevar a música negra (é importante lembrar: não importa quantastransformações e mutações tenha o ser sofrido em sua existência, ele nuncadeixou de ser um grande, talvez o maior, artista da música negranorte-americana) a um status nunca antes alcançado: qualidade musicalirresistível, ousadia de produção, competência e muito - muuuiiito -suingue.Quincy Jones, músico, maestro e arranjador de excepcional talento, ajudou oser mitológico nessa jornada. Do ser mitológico aceita-se que tinhahabilidades múltiplas - dançava, cantava e compunha como poucos - e que comelas conseguiu apaixonar pessoas do mundo inteiro, independente de suasraças, classes sociais, nacionalidades, religiões, crenças etc.Dele compreende-se que foi coroado rei pelos humanos e amado por estes comoum anjo. A morte chegou-lhe como alívio, inadaptado que era ao mundoestranho que o amou e não o compreendeu. Na morte sabe-se que a imprensa,que o criticara impiedosamente nos últimos anos de vida - e tanta atençãodera a suas bizarrices, idiossincrasias e excentridades - acabou porreconhecer que o que prevalecerá de seus feitos será tão somente abrilhante música que concebeu, cantou e dançou.Diz-se por fim que, ao morrer, o ser mitológico livrou-se do corpo que eraao mesmo tempo depósito de dons e talentos e também de dores e sofrimentos.E que se lembrou, no último instante de vida, da frase do discurso de umgrande e admirável conterrâneo: free at last! CD....... Off The Wall, de 1979, o primeiro disco da fase adulta do sermitológico, e primeira parceria com o produtor Quincy Jones. Está tudo ali:a riqueza da música negra, desenvolvida em décadas de trabalho porgravadoras como a Motown - e a mistura com elementos de rock e pop. É umdisco que aprendi a amar graças a minha mulher, Malu - a quem dedico estacrônica -, uma das maiores devotas de Michael Jackson de que se temnotícia. Ela já passou essa paixão aos nossos filhos, também admiradores dogrande músico negro norte-americano.

Por Tony Bellotto -

sexta-feira, 3 de julho de 2009

rsicos

"Bravo" largada do lado direito da cama, na tv, "caminho das índias", uma fominha razoável no estômago e essa vontade de fazer alguma coisa que marque a minha história.
Pensando bem, que história ? Nem mesmo eu tenho paciência de visitar essa casa abandonada, essa cidade inabitada, esse blog que é uma ilha no mar virtual da internet. Não tenho mais a mínima paciência para ler as coisas tão subjetivadas que escrevo, ou cismo em escrever. Meu namorado fica no outro computador e juntos aqui, estamos mais distantes do que nunca. Quiça longe, ele estaria mais perto, porque talvez longe ele estivesse pensando em mim - já perto, que ironia! Pensa em deveras outras coisas...
Não quero correr riscos o tempo inteiro, ou quero, não sei bem...