Hoje, decidi não ir trabalhar pra saber a carta do tarô que eu tinha perdido.
Explico.
No dia do apagão geral de 23 estados do Brasil, eu, influenciada pelo clima mórbito e obscuro que intalara-se na cidade, resolvi acender umas velas e jogar tarô. Ai, juro que não sou tão boa quanto a minha prima, mas me esforço nessas artes da adivinhação. Nesse dia inglório, não sei se pela escuridão, não sei se realmente fora um caso sobrenatural, inexplicávelmente, o tarô com suas 78 cartas, acabou perdendo uma. E, detesto ser fatalista, mas achava que ela tinha se perdido para sempre. Curioso, que eu, não quis saber na época qual era. Contei, recontei, verifiquei que realmente uma tinha se perdido, mas, num misto de raiva e indignação, não quis saber que carta abandonou meu baralho sem sequer dizer adeus.
O fato que hoje de tarde, eu tinha um compromisso, mas todos os compromissos de repente se tornaram irrelevantes. O importante era saber que carta era aquela.
Inexplicavelmente ela tinha desaparecido. Isso também era um mistério. Bem misterioso. Até desconfiei que minha empregada evangélica, jogou fora a carta achando ser coisa do demônio.
Pior que o tarô sem uma carta, é um tarô inutilizado. Não se pode colocar um curinga, não se pode fazer qualquer jogo. Ele perdeu a magia. Pura sacanagem.
Antes de fazer uma análise metódica, eu tentei ver se adivinhava qual era a carta . Verifiquei as que eu mais gostava, analisei se poderia ser um dos arcanos... nada.
Curioso que tinha contado as cartas 40 vezes. E sempre elas falatavam uma, ou seja tinham 77.
Isso era um sinal. Era importante saber qual era.
Abri todo o baralho, separei todos os vinte dois arcanos. Fui indo de naipe em naipe, com o coração na mão. Curiosíssima essa sensação de nervosismo. Não sei porque, mas me senti tensa.
Copas, contei, reocontei... 14 cartas, depois ouros, no naipe de espadas descobri que faltava o oito.
Bem, deixa eu abrir o de paus pra ver se não está misturada com essas... enfim não estava e ainda faltava a rainha de paus também. Peguei o livro pra ver os seus significados e ...
as duas cartas caíram de lá de dentro. Juntinhas. Que saco, estava certinho, não faltava nenhuma carta. Não acreditei de novo. Tive que recontar todo o tarô novamente. Isso mesmo, não falatava nenhuma. E desde o ano passado, eu não fazia um jogo, porque achava que ele estava desfalcado. Pois é, pois é, pois é. Podia ter evitado tudo isso, se tivesse conferido antes.
Coisas de um acaso bagunçado, bem bagunçado, como é minha vida...
...enfim, pelo menos, achei.
Não faltava nenhuma carta, agora dá licença, que eu vou abrir meu joguinho...
anilia franciska
segunda-feira, 29 de março de 2010
hã hã... foda-se, tenho esse jeito lírico, dramático, ou melodramático, como acharem melhor, e não estou nem aí prá opiniões, sugestões ou visitas.
acho que ser anti-social de vez em quando é assumir os riscos da sua personalidade. não tenho e não preciso agradar a todo mundo... afinal ninguém agradou, ou agrada.
mas ser mal interpretada gera confusões. o simples fato de falar já é um bocado confuso.
eu sou confusa falando, não sei porque ainda sou metida a escrever. caos, caô, coas, coador... cocô.
voltei a ser anília, anília, minha anília sem o "h", e este ato já me tornou forte e autônoma. engraçado, porque isso me tornou mandona. impressionante a mensagem que seu nome manda pro universo. impressinante mesmo !
rsrs
acho que ser anti-social de vez em quando é assumir os riscos da sua personalidade. não tenho e não preciso agradar a todo mundo... afinal ninguém agradou, ou agrada.
mas ser mal interpretada gera confusões. o simples fato de falar já é um bocado confuso.
eu sou confusa falando, não sei porque ainda sou metida a escrever. caos, caô, coas, coador... cocô.
voltei a ser anília, anília, minha anília sem o "h", e este ato já me tornou forte e autônoma. engraçado, porque isso me tornou mandona. impressionante a mensagem que seu nome manda pro universo. impressinante mesmo !
rsrs
sexta-feira, 26 de março de 2010
falta de uma rotina pra preencher a vida
Me sinto vazia e triste.
Vazia triste, e sem vida
Uma vida sem história...
Atravessando a rua, olho as pessoas
Imagino cada uma na sua vida, cheia de problemas e aventuras
Eu penso que por algumas decisões
Tomadas há anos atrás
podia ter uma vida toda lilás
Toda maremoto, agora.
Viveria hoje em outro lugar
Quiçá outra cidade ou país
Não teria feito
Qualquer uma dessas faculdades
Ou uma delas de verdade, quem sabe.
Teria uma família
Um marido, ou ex-marido
Um ou dois, ou três filhos
Rapazes e moças com meu nariz
E meu gênio, que chato!
Ia viver no perrengue de fato
Não teria dirigido as últimas dez peças de teatro
Não teria feito os últimos seis filmes
Não teria lido os últimos cinquenta livros
Seria viciada em álcool,
Ou nicotina,
Quem sabe uma vida bailarina
Quem sabe carta demais e pra sempre
Quem sabe refém, ou até mesmo
Nesta mesma casa, neste mesmo mundo
Com cores bem diferentes
Como o bater das asas de uma borboleta insolente
Como o remexer das águas de um lago quente...
O futuro, o passado, o presente,
tudo modifica-se, tudo pode ser respingado de tinta
Cansada dessa vida vazia
Vazia sim, vazia porque falta tédio
E me falta a rotina de uma vida normal
Vazia, porque é doce, amarga, é sal
é uma vida diferente do que sonhei viver nesses meus anos
Uma vida de tantos enganos...
E tantas assinaturas erradas.
Essa vida, de mais nada,
Que não é nada
nada, nada, nada...
anilia
Vazia triste, e sem vida
Uma vida sem história...
Atravessando a rua, olho as pessoas
Imagino cada uma na sua vida, cheia de problemas e aventuras
Eu penso que por algumas decisões
Tomadas há anos atrás
podia ter uma vida toda lilás
Toda maremoto, agora.
Viveria hoje em outro lugar
Quiçá outra cidade ou país
Não teria feito
Qualquer uma dessas faculdades
Ou uma delas de verdade, quem sabe.
Teria uma família
Um marido, ou ex-marido
Um ou dois, ou três filhos
Rapazes e moças com meu nariz
E meu gênio, que chato!
Ia viver no perrengue de fato
Não teria dirigido as últimas dez peças de teatro
Não teria feito os últimos seis filmes
Não teria lido os últimos cinquenta livros
Seria viciada em álcool,
Ou nicotina,
Quem sabe uma vida bailarina
Quem sabe carta demais e pra sempre
Quem sabe refém, ou até mesmo
Nesta mesma casa, neste mesmo mundo
Com cores bem diferentes
Como o bater das asas de uma borboleta insolente
Como o remexer das águas de um lago quente...
O futuro, o passado, o presente,
tudo modifica-se, tudo pode ser respingado de tinta
Cansada dessa vida vazia
Vazia sim, vazia porque falta tédio
E me falta a rotina de uma vida normal
Vazia, porque é doce, amarga, é sal
é uma vida diferente do que sonhei viver nesses meus anos
Uma vida de tantos enganos...
E tantas assinaturas erradas.
Essa vida, de mais nada,
Que não é nada
nada, nada, nada...
anilia
segunda-feira, 22 de março de 2010
resiliência - auto estima
Pais não são treinados para terem filhos. Para ser médico, advogado, engenheiro, precisamos de formações. Pra sermos pais basta uma relação sexual. Nada de formação. Essas duas palavras acima : resiliência e auto estima, são palavras que estou resgatando - depois de muito tempo tenho lido milhares de livros e vendo vídeos para tentar colocar na minha cabeça coisas como estratégias e paciência.
O que separa o profissional do amador é uma pequena diferença de desempenho. Paciência e persistência são as qualidades dos bem sucedidos. Para isso tenho que riscar uma palavra do meu dicionário: ansiedade .
Maldita ansiedade de querer ganhar meu mundo em sete dias ! rsrsrsr
Pais não são treinados para terem filhos. Para ser médico, advogado, engenheiro, precisamos de formações. Pra sermos pais basta uma relação sexual. Nada de formação. Essas duas palavras acima : resiliência e auto estima, são palavras que estou resgatando - depois de muito tempo tenho lido milhares de livros e vendo vídeos para tentar colocar na minha cabeça coisas como estratégias e paciência.
O que separa o profissional do amador é uma pequena diferença de desempenho. Paciência e persistência são as qualidades dos bem sucedidos. Para isso tenho que riscar uma palavra do meu dicionário: ansiedade .
Maldita ansiedade de querer ganhar meu mundo em sete dias ! rsrsrsr
segunda-feira, 15 de março de 2010
Acho que não devo procriar.
Sou psicologicamente doente. Tenho um problema mental. E isso vem se agravando nos últimos dias. Faço tempestades em copo dágua, e sofro muito.
Digo que não devo procriar, porque minha mãe já era doente.
Pior que depois dos trinta, toda vez que choro muito, fico sem poder respirar.
Tenho chorado muito diáriamente, e respiro muito mal.
Sou surda ao apelos: "viva sua vida, seja feliz, agradeça ao que você tem, ocupe sua mente", e etc.
Quando choro, entro num ciclo de choro intenso , que só me faz parar porque eu preciso respirar prá viver e por enquanto não quero me matar. Mas morrer já passou diversas vezes pela minha cabeça.
"Quero ir daqui... só!" - como a personagem 'Mulher' do Tennesse Willians, da peça Fale-me como a chuva . Eu queria poder ir como ela, quer ir - só. Mas me falta uma puta coragem.
Coragem de abandonar tudo e coragem de enlouquecer.
Só sei que os dias passam e a única coisa que eu sinto é que chorei ainda muito pouco. Que não chorei o suficiente ainda, porque aqui dentro ainda tem muita dor entalada. Muito nó na garganta.
E nada resolve, nada. Porque é vicioso. O sofrimento, ele é vicioso. E vou sofrer até quando?
Até quando vou conseguir superar meu carma e conseguir finalmente ser feliz ?
São tantas metas pra cumprir, tanto ideal pra vencer que eu não consigo sinceramente saber se essas pressões que me imponho são reais, ou são só mais uma parte da minha piração.
Talvez não seja realmente louca. Talvez sejam os hormônios.
É, talvez.
Sou psicologicamente doente. Tenho um problema mental. E isso vem se agravando nos últimos dias. Faço tempestades em copo dágua, e sofro muito.
Digo que não devo procriar, porque minha mãe já era doente.
Pior que depois dos trinta, toda vez que choro muito, fico sem poder respirar.
Tenho chorado muito diáriamente, e respiro muito mal.
Sou surda ao apelos: "viva sua vida, seja feliz, agradeça ao que você tem, ocupe sua mente", e etc.
Quando choro, entro num ciclo de choro intenso , que só me faz parar porque eu preciso respirar prá viver e por enquanto não quero me matar. Mas morrer já passou diversas vezes pela minha cabeça.
"Quero ir daqui... só!" - como a personagem 'Mulher' do Tennesse Willians, da peça Fale-me como a chuva . Eu queria poder ir como ela, quer ir - só. Mas me falta uma puta coragem.
Coragem de abandonar tudo e coragem de enlouquecer.
Só sei que os dias passam e a única coisa que eu sinto é que chorei ainda muito pouco. Que não chorei o suficiente ainda, porque aqui dentro ainda tem muita dor entalada. Muito nó na garganta.
E nada resolve, nada. Porque é vicioso. O sofrimento, ele é vicioso. E vou sofrer até quando?
Até quando vou conseguir superar meu carma e conseguir finalmente ser feliz ?
São tantas metas pra cumprir, tanto ideal pra vencer que eu não consigo sinceramente saber se essas pressões que me imponho são reais, ou são só mais uma parte da minha piração.
Talvez não seja realmente louca. Talvez sejam os hormônios.
É, talvez.
sexta-feira, 12 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
É possível jamais se recuperar?
Assistindo "Heroes", uma série americana, uma das personagens, a Claire, que tem o poder de regeneração, pensa que tinha perdido o pai, e confessa que apesar de já ter sido queimada, esfaquiada, e quebrado todos os ossos de seu corpo, nunca tinha sentido aquela dor tão grande que era de perder uma pessoa amada.
Não sei se sou sensível demais, mas tenho horror à perdas. E sempre quando perco alguém, sinto que me perco também. Já disseram que no meu MAPA ASTRAL, o lado sentimental afeta muito minha vida, tanto, que me sinto de mãos atadas no meu lado profissional. A dor do coração, passa a ser física também. E confesso que sinto vontade de morrer: não como, não durmo, não fico feliz, não me concentro e jamais me curo. Choro como um bebê e infelizmente, guardo essa dor prá sempre. Quanto mais doída, menos fácil de esquecer. Acho que vira trauma.
Desculpa, eu não queria ser assim, mas esse é um dos meus defeitos. O pior deles, talvez.
E quem sabe eu não tenha vindo ao mundo para aprender a me regenerar? Dizem que em cada reencarnação viemos para trabalhar um defeito, um problema...
Pode ser que essa seja a minha encarnação do perdão e da recuperação.
Quem sabe?
Assistindo "Heroes", uma série americana, uma das personagens, a Claire, que tem o poder de regeneração, pensa que tinha perdido o pai, e confessa que apesar de já ter sido queimada, esfaquiada, e quebrado todos os ossos de seu corpo, nunca tinha sentido aquela dor tão grande que era de perder uma pessoa amada.
Não sei se sou sensível demais, mas tenho horror à perdas. E sempre quando perco alguém, sinto que me perco também. Já disseram que no meu MAPA ASTRAL, o lado sentimental afeta muito minha vida, tanto, que me sinto de mãos atadas no meu lado profissional. A dor do coração, passa a ser física também. E confesso que sinto vontade de morrer: não como, não durmo, não fico feliz, não me concentro e jamais me curo. Choro como um bebê e infelizmente, guardo essa dor prá sempre. Quanto mais doída, menos fácil de esquecer. Acho que vira trauma.
Desculpa, eu não queria ser assim, mas esse é um dos meus defeitos. O pior deles, talvez.
E quem sabe eu não tenha vindo ao mundo para aprender a me regenerar? Dizem que em cada reencarnação viemos para trabalhar um defeito, um problema...
Pode ser que essa seja a minha encarnação do perdão e da recuperação.
Quem sabe?
segunda-feira, 8 de março de 2010
"...o meu linguajar é nato, eu não estou falando grego !"
(zeca pagadinho, filósofo do seculo xxi)
a minha maior provocação é não fazer nada, me fingir de morta, e simplesmente não provocar.
sinto sono, quero dormir, mas já é meio dia, e se eu dormir agora vou me sentir culpada...
eu me pergunto porque eu roubei ontem a taça de champanhe da festa, aliás porque eu roubei duas garrafas de champanhe, bebi as duas e não fui trabalhar hoje. eu percebi que não sinto mais minha assinatura em nada do que eu faço, minha mão tão forte. será que é por que eu mudei meu nome? e pus um h onde não tinha h ? eu tive vontade hoje que voltar a ser anilia, anilinha, sem h. só eu, sem sofisticação. tive vontade de ser rica ( mas todo dia eu tenho), ocorre que me pergunto se quero abandonar essa preguiça e trabalhar loucamente. a gente tem que viver aqui, e fingir que nem se conhece. mas posso optar por não sofrer e ignorar. ignorar prá sempre. não quer ir na psicologa, foda-se. não quer se tratar, se dar bem comigo, ah, foda-se. não é tudo tão ruim assim. só porque ela ganha o triplo que eu não pode me humilhar, nem me afetar. acho que se eu ignorar, afeto mais ela ainda.
deixa eu ir lá, tenho um edital da eletrobrás prá ganhar...
(zeca pagadinho, filósofo do seculo xxi)
a minha maior provocação é não fazer nada, me fingir de morta, e simplesmente não provocar.
sinto sono, quero dormir, mas já é meio dia, e se eu dormir agora vou me sentir culpada...
eu me pergunto porque eu roubei ontem a taça de champanhe da festa, aliás porque eu roubei duas garrafas de champanhe, bebi as duas e não fui trabalhar hoje. eu percebi que não sinto mais minha assinatura em nada do que eu faço, minha mão tão forte. será que é por que eu mudei meu nome? e pus um h onde não tinha h ? eu tive vontade hoje que voltar a ser anilia, anilinha, sem h. só eu, sem sofisticação. tive vontade de ser rica ( mas todo dia eu tenho), ocorre que me pergunto se quero abandonar essa preguiça e trabalhar loucamente. a gente tem que viver aqui, e fingir que nem se conhece. mas posso optar por não sofrer e ignorar. ignorar prá sempre. não quer ir na psicologa, foda-se. não quer se tratar, se dar bem comigo, ah, foda-se. não é tudo tão ruim assim. só porque ela ganha o triplo que eu não pode me humilhar, nem me afetar. acho que se eu ignorar, afeto mais ela ainda.
deixa eu ir lá, tenho um edital da eletrobrás prá ganhar...
sábado, 6 de março de 2010
A imortalidade d'alma...
Sócrates
Conhece-te a ti próprio e serás imortal “Alguns séculos antes de Cristo, vivia em Atenas, o grande filósofo Sócrates. A sua filosofia não era uma teoria especulativa, mas a própria vida que ele vivia. Aos setenta e tantos anos foi Sócrates condenado à morte, embora inocente. Enquanto aguardava no cárcere o dia da execução, seus amigos e discípulos moviam céus e terra para o preservar da morte. O filósofo, porém não moveu um dedo para esse fim; com perfeita tranqüilidade e paz de espírito aguardou o dia em que ia beber o veneno mortífero. Na véspera da execução, conseguiram seus amigos subornar o carcereiro (desde daquela época já existia essa prática...), que abriu a porta da prisão. Críton, o mais ardente dos discípulos de Sócrates, entrou na cadeia e disse ao mestre:
- Foge depressa, Sócrates!
- Fugir, por quê? - perguntou o preso.
- Ora, não sabes que amanhã te vão matar?
- Matar-me? A mim? Ninguém me pode matar!
- Sim, amanhã terás de beber a taça de cicuta mortal - insistiu Críton.- Vamos, mestre, foge depressa para escapares à morte!
- Meu caro amigo Críton - respondeu o condenado - que mau filósofo és tu! Pensar que um pouco de veneno possa dar cabo de mim ...
Depois puxando com os dedos a pele da mão, Sócrates perguntou:
- Críton, achas que isto aqui é Sócrates? E, batendo com o punho no osso do crânio, acrescentou:
- Achas que isto aqui é Sócrates? ... Pois é isto que eles vão matar, este invólucro material; mas não a mim. EU SOU A MINHA ALMA. Ninguém pode matar Sócrates! ...
E ficou sentado na cadeia aberta, enquanto Críton se retirava,chorando, sem compreender o que ele considerava teimosia ou estranho idealismo do mestre. No dia seguinte, quando o sentenciado já bebera o veneno mortal e seu corpo ia perdendo aos poucos a sensibilidade, Críton perguntou-lhe, entre soluços:
- Sócrates, onde queres que te enterremos?
Ao que o filósofo, semiconsciente, murmurou:
- Já te disse, amigo, ninguém pode enterrar Sócrates... Quanto a esse invólucro, enterrai-o onde quiserdes. Não sou eu... EU SOU MINHA ALMA... E assim expirou esse homem, que tinha descoberto o segredo da FELICIDADE, que nem a morte lhe pôde roubar. CONHECIA-SE A SI MESMO, O SEU VERDADEIRO EU DIVINO. ETERNO. IMORTAL..."
Assim somos todos nós seres IMORTAIS, pois somos ALMA,
somos LUZ,
somos DIVINOS,
somos ETERNOS...
Sócrates
Conhece-te a ti próprio e serás imortal “Alguns séculos antes de Cristo, vivia em Atenas, o grande filósofo Sócrates. A sua filosofia não era uma teoria especulativa, mas a própria vida que ele vivia. Aos setenta e tantos anos foi Sócrates condenado à morte, embora inocente. Enquanto aguardava no cárcere o dia da execução, seus amigos e discípulos moviam céus e terra para o preservar da morte. O filósofo, porém não moveu um dedo para esse fim; com perfeita tranqüilidade e paz de espírito aguardou o dia em que ia beber o veneno mortífero. Na véspera da execução, conseguiram seus amigos subornar o carcereiro (desde daquela época já existia essa prática...), que abriu a porta da prisão. Críton, o mais ardente dos discípulos de Sócrates, entrou na cadeia e disse ao mestre:
- Foge depressa, Sócrates!
- Fugir, por quê? - perguntou o preso.
- Ora, não sabes que amanhã te vão matar?
- Matar-me? A mim? Ninguém me pode matar!
- Sim, amanhã terás de beber a taça de cicuta mortal - insistiu Críton.- Vamos, mestre, foge depressa para escapares à morte!
- Meu caro amigo Críton - respondeu o condenado - que mau filósofo és tu! Pensar que um pouco de veneno possa dar cabo de mim ...
Depois puxando com os dedos a pele da mão, Sócrates perguntou:
- Críton, achas que isto aqui é Sócrates? E, batendo com o punho no osso do crânio, acrescentou:
- Achas que isto aqui é Sócrates? ... Pois é isto que eles vão matar, este invólucro material; mas não a mim. EU SOU A MINHA ALMA. Ninguém pode matar Sócrates! ...
E ficou sentado na cadeia aberta, enquanto Críton se retirava,chorando, sem compreender o que ele considerava teimosia ou estranho idealismo do mestre. No dia seguinte, quando o sentenciado já bebera o veneno mortal e seu corpo ia perdendo aos poucos a sensibilidade, Críton perguntou-lhe, entre soluços:
- Sócrates, onde queres que te enterremos?
Ao que o filósofo, semiconsciente, murmurou:
- Já te disse, amigo, ninguém pode enterrar Sócrates... Quanto a esse invólucro, enterrai-o onde quiserdes. Não sou eu... EU SOU MINHA ALMA... E assim expirou esse homem, que tinha descoberto o segredo da FELICIDADE, que nem a morte lhe pôde roubar. CONHECIA-SE A SI MESMO, O SEU VERDADEIRO EU DIVINO. ETERNO. IMORTAL..."
Assim somos todos nós seres IMORTAIS, pois somos ALMA,
somos LUZ,
somos DIVINOS,
somos ETERNOS...
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