sexta-feira, 26 de março de 2010

falta de uma rotina pra preencher a vida

Me sinto vazia e triste.
Vazia triste, e sem vida
Uma vida sem história...
Atravessando a rua, olho as pessoas
Imagino cada uma na sua vida, cheia de problemas e aventuras
Eu penso que por algumas decisões
Tomadas há anos atrás
podia ter uma vida toda lilás
Toda maremoto, agora.

Viveria hoje em outro lugar
Quiçá outra cidade ou país
Não teria feito
Qualquer uma dessas faculdades
Ou uma delas de verdade, quem sabe.

Teria uma família
Um marido, ou ex-marido
Um ou dois, ou três filhos
Rapazes e moças com meu nariz
E meu gênio, que chato!

Ia viver no perrengue de fato
Não teria dirigido as últimas dez peças de teatro
Não teria feito os últimos seis filmes
Não teria lido os últimos cinquenta livros

Seria viciada em álcool,
Ou nicotina,
Quem sabe uma vida bailarina
Quem sabe carta demais e pra sempre

Quem sabe refém, ou até mesmo
Nesta mesma casa, neste mesmo mundo
Com cores bem diferentes
Como o bater das asas de uma borboleta insolente
Como o remexer das águas de um lago quente...
O futuro, o passado, o presente,
tudo modifica-se, tudo pode ser respingado de tinta

Cansada dessa vida vazia
Vazia sim, vazia porque falta tédio
E me falta a rotina de uma vida normal
Vazia, porque é doce, amarga, é sal
é uma vida diferente do que sonhei viver nesses meus anos
Uma vida de tantos enganos...
E tantas assinaturas erradas.
Essa vida, de mais nada,
Que não é nada
nada, nada, nada...

anilia

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