segunda-feira, 15 de março de 2010

Acho que não devo procriar.
Sou psicologicamente doente. Tenho um problema mental. E isso vem se agravando nos últimos dias. Faço tempestades em copo dágua, e sofro muito.
Digo que não devo procriar, porque minha mãe já era doente.
Pior que depois dos trinta, toda vez que choro muito, fico sem poder respirar.
Tenho chorado muito diáriamente, e respiro muito mal.
Sou surda ao apelos: "viva sua vida, seja feliz, agradeça ao que você tem, ocupe sua mente", e etc.
Quando choro, entro num ciclo de choro intenso , que só me faz parar porque eu preciso respirar prá viver e por enquanto não quero me matar. Mas morrer já passou diversas vezes pela minha cabeça.
"Quero ir daqui... só!" - como a personagem 'Mulher' do Tennesse Willians, da peça Fale-me como a chuva . Eu queria poder ir como ela, quer ir - só. Mas me falta uma puta coragem.
Coragem de abandonar tudo e coragem de enlouquecer.
Só sei que os dias passam e a única coisa que eu sinto é que chorei ainda muito pouco. Que não chorei o suficiente ainda, porque aqui dentro ainda tem muita dor entalada. Muito nó na garganta.
E nada resolve, nada. Porque é vicioso. O sofrimento, ele é vicioso. E vou sofrer até quando?
Até quando vou conseguir superar meu carma e conseguir finalmente ser feliz ?
São tantas metas pra cumprir, tanto ideal pra vencer que eu não consigo sinceramente saber se essas pressões que me imponho são reais, ou são só mais uma parte da minha piração.
Talvez não seja realmente louca. Talvez sejam os hormônios.
É, talvez.

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