sábado, 2 de maio de 2009

" Eu te amei
Ao som do Djavan
E você foi meu amor mais puro
mais menino
E na minha inocência vã
Eu acreditei na eternidade do AGORA.
Você foi prá sempre, sem demora
Você foi de verdade
Com você eu não fingia
que gozava à vontade...
Você deixou um cheiro
inesquecível em mim
Um gosto
Terrível de se experimentar
Você foi tudo e era
No mesmo lugar.
E mesmo passando anos
Eu nunca deixei de lembrar
Como você era dentro de mim
E um dia,
Numa mesa de bar,
eu vou te contar tudo isso
Vou te contar como sofri
Como essa dor não tem a ver comigo.
Vou te mostrar
Que não é possível ser a ÚNICA a lembrar.
Vou te mostrar as cicatrizes
das feridas que você fez em mim
E pode ser que nesse dia
Tudo passe e chegue ao fim...
Por enquanto sigo fria
Inerte à qualquer amor
E mesmo que tal melancolia
Me ataque sem pudor
Vou dizer : BASTA
Já passou !
E seguir focando o nada
E ignorando a nossa história."

aniliah
(28/02/2009)

Algumas pessoas e situações são indignas de qualquer tipo de comentário, ou lembranças... ainda assim, nós comentamos ou lembramos. Lembramos em dias ébrios, lembramos em dias brancos.
O que dá mais raiva é que justamente essas pessoas indignas, são as únicas que temos essa vontade explícita de comentar !
Hoje, eu vejo como um abismo imenso separou-me de certas pessoas. E confesso que embora tenha vivido momentos sublimes, únicos, e os melhores da minha, vida, talvez, nessas companhias, confesso, que hoje, não as queria ao meu lado.
Passou, né ?
Eu e a minha dificuldade imensa de deixar o passado, no passado.

THE END

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