"Saiu o imperador de espadas e o cavaleiro de copas, o que significava que ele era um homem inteligente, muito sagaz e de muitas realizações. E que provavelmente estava apaixonado. Mas ela estava ? Será que ela gostava mesmo dele ou provavelmente estava a fim apenas de fazer uma coisa diferente no seu mundo, e sair daquela monotonia que tinha se tornado sua vida amorosa ?
Foi pensado assim que chorou duas vezes, de insegurança e incerteza, que riu algumas vezes sozinha no trabalho e que ficou imaginando as milhões de coisas que poderiam e não poderiam acontecer entre eles. Ela não estava mais a fim de sofrer e amargar traição, chatiação, apurrinhação, chororô. Por isso optava em ficar sozinha tanto tempo. Mas ele apareceu do nada e bagunçou a vidinha dela. Exigia tantas coisas que a menina ficou confusa. Mas ela gostava da companhia dele. Não sabia nada, nem tinha certeza se era isso o que ela queria. Desconfiava do amor e a paixão repentina que esse cara oferecia... não se pode amar alguém em tão pouco tempo. Ou pode ? Ou será que ela por já estar tão calejada e amarga que não conseguia mais amar ninguém ?? Ou conseguia, mas não estava disposta, não considerava que o amor valia mais tanto a pena. Que situação repetida ! Que situação crônica ! Sabia antes de começar o fim daquilo tudo : sabia que eles iam curtir bons momentos, provavelmente ela ia querer casar e ele não. Provavelmente ele a trairia e ela não. Provavelmente ele ia esquecer da vida dos dois rapidamente e ela não. E mais provavelmente ainda ela ia querer morrer como todas as outras vezes e ele não.
Mas aí é que está. Essa é a vida, e por causa disso, mesmo sabendo o fim, e todos esses "provavelmentes", mesmo asssim, ela estava querendo começar outra vez. Dar uma chance prá esse imperador de espadas. Finalmente um homem ! Não mais um outro pajem, ou outro cavaleiro. Ela entendeu direitinho a mensagem do tarô. Agora restava a apenas sair outras cartas."
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