segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Noite quente

A gente derretia no asfalto da praia de Copacabana. Aquela Copacabana tripulada de emoções intensas. Era 2 da manhã e fazia um calor de meio dia. Nem uma brisa leve vinha dar o ar da sua graça... engraçado era que a gente táva na praia, sabe! Carregando coisas, desproduzindo. Com camisa promocional de evento, sem vento. Eu só sei que fiquei umas quatro horas ouvindo meu proprio riso, que era a melodia que eu estava buscando a muito tempo. E pensei, que legal, sabe, que droga linda é essa que deixa a gente tão feliz ? De uma felicidade estranha, que faz a gente chorar muito, e a ver as pessoas tão blues.
Daí eu fui comprar uma outra cerveja blues, e isso me emocionou de novo. Me emocionou porque eu táva combinando com tudo : com as placas das ruas da cidade, com as pessoas que estavam comigo naquela hora...
E eu vi, juro que vi, na pista de dança, mais ou menos no fim da noite, quando só tinha sobrado seis de nós, os seis mais guerreiros, várias linha de luz pelo espaço. Ela passava pra lá e prá cá, e envolvia a gente inteiro. Envolvia numa onda de alegria, que era roxa, era rosa, era tão azul. Era blues. Blues e neon, e saía do nosso corpo como uma áura. E naquela hora eu chorei. Chorei por estar compartilhando aquela felicidade sem dizer uma única palavra com n inguém, chorei porque achei muito bonito, chorei como estou chorando agora, porque foi aquilo que tocou no centro, na minha gema amarela.
Mas voltando a cerveja blues e a praia de Copacabana, eu olhei pra ele e disse assim: amanhã eu vou escrever sobre ela. Simplesmente porque ela é AR. E olha como ela movimenta a gente. "ela é muito linda", e essa beleza dela me deixa com tanto medo de perdê-la. Eua tem que me jurar, que não vai deixar essa sensiblidade toda pura acabar, ou morrer. Tenho medo dessas pessoas sensíveis, que todo mundo ama. Porque em geral, o mundo maravilhoso, as chama muito rápido de volta. Entende o que eu digo? Tipo assim, o mundo leva primeiro essas pessoas melhores, essas ´pessoas especiais' essas pessoas tão AR. O mundo as consome rápido, porque elas consomem o mundo muito rápido também. Tenho medo delas, porque tenho medo que depois elas me deixem órfã. Órfã de um sentimento escroto, que se chama amor.

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